57 Adopting a social psychological approach to geographic mental maps in foreign policy decision-making Luis Miguel da Vinha International Relations Department (University of Coimbra) Núcleo de Investigação em Geografia e Planeamento (University of Minho) [luisdavinha@gmail.com] Abstract Research on geographic mental maps has relied heavily on the theoretical assumptions of cognitive psychology. This has led to an excessive focus on individual decision-makers mental maps, due to the fact that most cognitive models discard supra-individual, cultural and social dynamics in favour of the individuals’ cognitive performance. However, foreign policy is very rarely the result of a single individual’s decisions. Yet, collective decision-making has habitually been associated with defective or low quality policy outcomes. Recent developments in social psychology allow for a better understanding of the complex social phenomenon at work in foreign policy-making. Accordingly, in the present paper I argue that rather than focus on the individual mental maps of the persons involved in the decision-making process, we should adopt a social psychological approach and try to appreciate the geographic representations created by the decision-making group. We should try to understand in each particular instance how groups construct the political world, namely how they create places and spaces and the foreign policies they deem most appropriate for interacting with them. Key-words: Decision-making; Geographic mental maps; Problem representation; Social cognition; Social sharedness. Resumo A investigação sobre mapas mentais geográficos tem assentado excessivamente sobre os pressupostos teóricos da psicologia cognitiva. Isto levou a uma focalização excessiva sobre os mapas mentais dos decisores individuais, devido ao fato de a maioria dos modelos cognitivos descartar as dinâmicas supra-individuais, culturais e sociais, em detrimento do desempenho cognitivo dos indivíduos. Porém, a política externa é muito raramente o resultado de decisões de um único indivíduo. No entanto, a tomada de decisão coletiva tem habitualmente sido associada a resultados de políticas de baixa qualidade ou com defeito. Desenvolvimentos recentes na psicologia social permitiram uma melhor compreensão do fenómeno social complexo, no âmbito de decisões de política externa. Assim, no presente artigo argumenta-se que, em vez de nos concentrarmos nos mapas mentais individuais das pessoas envolvidas no processo de tomada de decisão, devemos adotar uma abordagem psicológica social e tentar apreciar as representações geográficas criadas pelo grupo de tomada de decisão. Devemos tentar compreender, em cada caso particular, como os grupos constroem o mundo político, ou seja, como eles criam lugares e espaços e as políticas estrangeiras que consideram mais adequadas para interagir com eles. Palavras-chave: Decisores; Mapas mentais geográficos; Representação do problema; Cognição social.