TERRITORIALIDADES E ESPACIALIDADES CULTURAIS NO PANTANAL: REPRESENTAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NO DISTRITO MIMOSO, TERRA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON Diogo Marcelo Delben Ferreira de Lima Mestrando em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso diogomdelben@gmail.com Onélia Carmem Rossetto Professora do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFMT carmemrossetto@gmail.com Grupo de Pesquisa em Geografia Agrária e Conservação do Pantanal. Apoio financeiro: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU) Resumo: o presente trabalho analisa a espacialidade cultural no distrito Mimoso, município de Santo Antônio do Leverger, estado de Mato Grosso, onde vive uma população de características rurais, com identidade pantaneira e influenciada pela trajetória de Cândido Rondon. O estudo desenvolve-se a partir da epistemologia do saber geográfico-cultural e da questão territorial do pantanal brasileiro para, então, interpretar a tensão, autenticidade e fabricação neste contexto, destacando, sobretudo, mudanças pertinentes às atividades econômicas, propriedade da terra e representações. Palavras-chave: espacialidade cultural, Mimoso, Pantanal, territorialidade. Introdução O fenômeno da globalização se apresenta pela mundialização do sistema econômico, unificação dos instrumentos jurídicos e políticos, padronização da técnica e uma tendência quase inexorável à construção de uma cultura global que interfere de forma incisiva nos territórios, nas relações de vínculo e pertencimento, no acesso aos recursos naturais e no modo de vida das populações. De tal modo, a complexidade do mundo moderno convida todas as áreas do conhecimento a apresentarem suas contribuições em face dos impactos dos respectivos eventos no espaço geográfico e realidade social. Assim sendo, a geografia humana e as suas ramificações avançam para uma teorização em múltiplos enfoques e perspectivas filosóficas acerca das polêmicas conjecturas sobre o fim dos territórios, regionalismos e localismos diante do avanço