O ESTUDO DO MEIO NO JARDIM BOTÂNICO DE LONDRINA COMO PRÁTICA PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL RICARDO LOPES FONSECA KELI CRISTINA FARIAS GUILHERME ALVES OLIVEIRA INTRODUÇÃO Primeiramente deve-se perguntar “por que estudar/aprender Geografia?”. Se for considerado, a definição mais simples da palavra Geografia: Terra (= geo) e grafia (= estudo), pode-se notar que existe certa contradição com o que se aprende nas escolas, de que o objetivo desta ciência, do ponto de vista geral, é sim, o “espaço geográfico” entendido como um espaço fruto de trabalho humano, logo o homem constrói, destrói e modifica a natureza. Segundo, Kaercher, (1998, p. 13) “o homem faz a geografia à medida que se faz humano, ser social”. Sendo assim, é impossível entender a ciência geográfica somente pelo significado da palavra em si, pois dá-se a impressão que a Geografia é apenas “física” e considera que a relação sociedade/natureza é inseparável, sendo assim é impossível tratar Geografia Física contrapondo-se à Geografia Humana. Pode-se verificar, resumidamente, que o objetivo geral de se ensinar e aprender a ciência geográfica nas escolas é de que esta existe desde sempre, e ela é reproduzida diariamente; logo, se faz necessário romper a visão de que Geografia é algo que só se vê em aulas de Geografia. CALLAI (1999, p. 07), diz: [...] o ensino da geografia deve estar adequado ao contexto histórico em que vive o homem. É uma disciplina que permite ser instrumento útil para ler e entender o mundo, para exercitar a cidadania e formar cidadãos. Para isso tem de ser mais do um amontoado de conhecimentos soltos, e deve estar claro ao professor qual a visão do mundo que esta sendo expressa nas aulas [...]. Desta maneira, pode-se observar os diversos conceitos e “porquês” de se estudar Geografia, nota-se que são inúmeros os “porquês”, pois faz parte do cotidiano, seja por meio de uma construção de casa, de uma lavoura, da política, ou então, com motivos simples, trajetos de casa até a escola ou serviço, entre outros. Em toda parte e lugar ela está presente, considerando que o ensino de Geografia, não é apenas passar para o aluno conceitos ou “verdades” prontas, formadas por profissionais ou livros, mas instigar que o aluno discuta,