REVASF, Petrolina, PE, vol. 4, n. 6, p. 211‐231, dez. 2014 DESENVOLVIMENTO CURRICULAR INTERCULTURAL E RECONHECIMENTO ÉTNICO Geovani José Gonçalves. geovanyjg@gmail.com. Professor da Educação Básica no Estado de Pernambuco. Especialista em Ensino Superior, Contemporaneidade e Novas Tecnologias. Mestrando em Estudos Interdisciplinares Latino-Americanos PPG IELA - Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA. Maria Aparecida Conceição Nunes. cida.nunes8@gmail.com Professora da Educação Básica no Estado da Bahia. Especialista em Ensino Superior, Contemporaneidade e Novas Tecnologias. Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente PRODEMA/ Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC. Herlon Alves Bezerra (orientador). herlon.alves.bezerra@gmail.com Professor de Psicologia no Instituto Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco - IF Sertão Pernambucano. Mestre em Filosofia Contemporânea/ Universidade Federal do Ceará - UFC. Edivania Granja Oliveira – (co-orientadora). edivania.granja@gmail.com Professora de História no Instituto Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco - IF Sertão Pernambucano. Mestranda em História pelo PPG História/ Universidade Federal de Campina Grande - UFCG. Resumo: Este estudo descreve a experiência de desenvolvimento curricular realizada por professores representantes de povos indígenas e quilombolas de Pernambuco e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão PE) nas oficinas do curso de formação continuada - Desenvolvimento Curricular e Educação Intercultural Descolonizante, onde se construiu o Projeto Político-Pedagógico - PPP da Especialização em Educação Intercultural. Utilizando elementos da Pesquisa Alternativa, foi possível compreender os desafios na construção de um currículo que possa auxiliar na problematização e superação de práticas curriculares hegemônicas, que ainda predominam na elaboração de políticas voltadas à educação escolar de populações indígenas e quilombolas no Brasil. Desse modo, o curso constitui-se pelo reconhecimento na proposição intercultural de uma justiça epistemológica, social e curricular para esses povos e, portanto, apresenta alternativas para se (re)pensar práticas relacionadas com a educação escolar indígena e quilombola no país.