* Mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com o trabalho A recria- ção dos tempos mortos do futebol pela televisão: molduras, moldurações e iguras televisivas. escolhido como a “Melhor Dissertação 2014” pelo Prêmio Compós. Jornalista graduado pela mesma instituição. Integrante do Grupo de Pesquisa Semiótica e Comunicação (GPESC) e colaborador do TCAV (Audiovisualidade e Tecnocultura: Comuni- cação, Memória e Design). Email: tellesdasilveira@gmail.com. Resumo O objetivo com este artigo é investigar possibilidades de estudo e pesquisa do replay nas teletransmissões esportivas. Assim, parte-se da problemati- zação do luxo televisivo, questionando as diferentes qualidades que este possui, dentre elas o “tempo morto”. É no tempo morto do futebol (o tempo de bola parada), que o replay emergirá como estratégia comunicacional, com duas funções especíicas: uma objetiva, como ferramenta de “descober- ta” da verdade; outra subjetiva, como sobredramatização do real. Ao cabo, ao tensionar conceitos como duração, experiência, imagem-lembrança e memória, conceitua-se o replay como unidade que se repetirá destacada do luxo da partida, porém intregrada ao luxo televisivo em suas formas de “falação esportiva”, como mesas de debates, noticiosos esportivos, etc. Palavras-chave: Replay. Televisão. Jornalismo esportivo. Futebol. Audiovisualidades. O replay na teletransmissão esportiva a partir do “tempo morto” do futebol Marcio Telles *