Anais do XVII EAIC 19 a 22 de novembro de 2008 PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DA REGIÃO DE PIRAÍ DA SERRA - PARANÁ. Fernanda Cristina Pereira (PIBIC/CNPq-UEPG), Mário Sérgio de Melo (Orientador), Cláudia Inês Parellada (Co-orientadora) e-mail: msmelo@uepg.br Universidade Estadual de Ponta Grossa/Setor de Ciências Exatas e Naturais Ponta Grossa PR Palavras-chave: patrimônio arqueológico, pinturas rupestres, Tradição Planalto. Resumo: O presente trabalho visa documentar e interpretar os vestígios arqueológicos existentes na região de Piraí da Serra, enfatizando a importância do estudo e preservação do patrimônio arqueológico regional. Introdução A região de Piraí da Serra situa-se nos Campos Gerais do Paraná, sobre o eixo do Arco de Ponta Grossa, marcada por muitos diques de diabásio e rochas associadas que cortam a Formação Furnas. É limítrofe dos municípios de Piraí do Sul, Castro e Tibagi, no reverso imediato da Escarpa Devoniana. É limitada pelo Rio Fortaleza-Guaricanga a noroeste, Escarpa Devoniana a sudeste, rodovia PR-090 a nordeste e Rio Iapó a sudoeste, abrangendo uma área de cerca de 500 km 2 . A presença do obstáculo natural representado pela Escarpa Devoniana, onde os vales encaixados dos rios que correm para oeste constituem passos naturais, e a ocorrência de rochas favoráveis para o surgimento de tetos formando abrigos naturais, influenciaram para Piraí da Serra apresentar vários sítios arqueológicos, contendo principalmente pinturas rupestres. A região, toda ela incluída na APA da Escarpa Devoniana, vem sofrendo profundos impactos da ação antrópica, apesar de uma parte da área encontrar-se relativamente preservada, principalmente na borda da escarpa. Expansão descontrolada de atividades agrícolas mecanizadas, uso indiscriminado de queimadas, demanda de recursos hídricos e energéticos têm trazido riscos ao patrimônio arqueológico regional. Ademais as pinturas rupestres que se encontram em abrigos a céu aberto sofrem com o vandalismo, onde pessoas escrevem palavras sobre as pinturas e ainda as marcam com picaretas; elas sofrem também com a degradação natural da rocha e com a ação do gado, pois muitos dos sítios encontram-se em áreas de pecuária.