PADRÕES DE COMPORTAMENTO OU DINÂMICA PARTICULAR? A IDENTIDADE SOCIAL DOS LIBERTOS NAS MINAS SETECENTISTAS Rogéria Cristina Alves 1 - Universidade Federal de Minas Gerais RESUMO: A proposta deste trabalho é analisar alguns aspectos da vida dos alforriados nas Minas Gerais do século XVIII, em especial, no tocante à formação de identidades entre estes sujeitos. Nossa investigação pauta-se na idéia de que a constituição de identidades entre estes sujeitos aconteceu de uma maneira dinâmica, resultante do intenso trânsito cultural que existiu a sociedade colonial. PALVAVRAS CHAVES: ALFORRIADOS, IDENTIDADES, SOCIEDADE COLONIAL. Os inúmeros estudos sobre a população alforriada, das Minas Setecentistas, nos informam que esta população foi consideravelmente grande. Segundo Paiva (2008), na segunda década do século XIX, em pleno auge do escravismo brasileiro, os libertos e seus descendentes formavam a maior parcela da população das Minas Gerais. Contudo, sabe-se, também, que vários destes alforriados, após se libertarem do cativeiro, estavam submetidos a condições miseráveis de vida e apenas uma pequena parcela destes conseguiam ascender economicamente e também, socialmente. O presente artigo é fruto de uma reflexão investigativa que norteia minha pesquisa de mestrado. Lidando com a camada privilegiada entre os alforriados – aqueles que conseguiam algum tipo de ascensão econômica e que nos legaram suas impressões de vida em documentos como testamentos e inventários post-mortem - pretendemos discutir a formação de uma identidade social entre os mesmos. Nossas investigações recaem sobre a vida de homens e mulheres forros que residiam na cidade de Mariana e seus arredores, no século XVIII. Nossa principal indagação surgiu através do contato com algumas bibliografias acerca da temática. Inseridos numa perspectiva inovadora e importante da historiografia brasileira, alguns estudiosos vem trabalhando na percepção do que seria o perfil destes libertos testadores e inventariados. Partidária deste tipo de investigação Sheila de Castro Faria nos apresentou em 1 Graduada em História pela Universidade Federal de Ouro Preto. Mestranda em História Social da Cultura pela Universidade Federal de Minas Gerais. Bolsista do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.