GESTÃO AGROINDUSTRIAL: UMA PROPOSTA DE AGENDA DE PESQUISA Msc. Moacir Scarpelli Depto. de Eng. de Produção UFSCar – Via Washington Luiz Km 235 – CEP 13.565-905 São Carlos – SP dmsc@power .ufscar.br Dr. Mário Otávio Batalha. Depto. de Eng. de Produção UFSCar – Via Washington Luiz Km 235 – CEP 13.565-905 São Carlos – SP dmob@power .ufscar.br Abstact: The principal objective of this work is it of suggesting a research calendar regarding the planning and control problems of the production in agrindustrials systems. It is worth to clear that this work search so only to lift theoretical gaps that aid researchers to identify research problems in agrindustrial administration . Under this optics, this is a basic work for future researches in the area. Palavras chave: Agrindustrial Management, Production Planning and Control, Agribussines. 1. Introdução A inadequação de grande parte das ferramentas modernas de gestão, desenvolvidas para setores outros que o agroindustrial, tem como origem as especificidades que particularizam os sistemas agroindustriais de produção. O reduzido número de trabalhos que versam sobre a aplicação e adaptação de ferramentas de gestão às unidades de produção agroindustriais, aliado aos problemas teóricos que deles poderiam advir, justificam amplamente a importância teórica do desenvolvimento das pesquisas sugeridas neste artigo. Além disso, vale destacar a importância do agronegócio para a economia brasileira. A vocação agroindustrial do Brasil é inconteste. No ano 2000 o agronegócio brasileiro foi responsável por R$ 306.877,1 milhões do PIB nacional. Face a esta importância econômica e estratégica para o país, cabe assegurar aos agentes do sistema agroindustrial o acesso à ferramentas e metodologias de gestão que garantam sua competitividade individual e sistêmica. 2. Uma visão geral do sistema agroindustrial. Pode-se visualizar o sistema agroindustrial como um sistema composto por três macro segmentos distintos (Batalha, 1999). O primeiro é o macro segmento rural, o qual compreende as atividades agropecuárias. O segundo macro segmento é o de produção industrial. Este macro segmento pode ser dividido em empresas de primeira e segunda transformação (Lambert, 2000). As empresas de primeira transformação são caracterizadas como as responsáveis pelos primeiros processos de fragmentação da matéria prima agropecuária, tais como trituração e moagem no caso vegetal ou fracionamento no caso de animais. Por sua vez, os produtos desta fragmentação podem ser fornecidos diretamente à