1 Fichamento da obra: O que é globalização. BECK, Ulrich, 1994 O que é Globalização? Equívocos do globalismo: respostas à globalização/ Ulrich Beck; tradução de André Carone. São Paulo: Paz e Terra, 1999. Aluna: Patricia Martinez Almeida Professor: Dr. Marcelo Benacchio Prefácio 9; Primeira parte Introdução 13; Segunda parte O que significa globalização? Dimensões, controvérsias e definições 39; Terceira parte Equívocos do globalismo 201; Quarta parte Respostas à globalização 223; Sugestão de leitura 279. Com a finalidade de trazer a lume de maneira clara os debates ao derredor da globalização, o Autor discorre sobre a multiplicidade, os diversos significados e as dimensões do fenômeno, discutindo as armadilhas, as teorias e os meios de evitá-las, assim como a ampliação dos horizontes nas respostas políticas à globalização. Desta maneira, o cerne da pesquisa se consubstancia em verificar o significado da globalização e as possibilidades de sua configuração política. Introdução. I. Contribuintes virtuais: após a queda do muro de Berlim acreditou-se ter chegado a uma época para além do socialismo e do capitalismo, pois a tese de isolamento da política perdeu força diante do processo da globalização, e, diante da escala de alcance da globalização econômica acabou por transpor as fronteiras e a moldura da categoria do Estado nação, com intuito da exclusão da política do Estado nacional. O novo modelo econômico, no mercado sem fronteiras das empresas transnacionais, culminou na derrocada do modelo da economia nacional. Desta maneira, as empresas transnacionais passaram a operar sem oposição e em escala mundial e com o poder de decisão na possibilidade do deslocamento de seus investimentos, ou seja, sua posição e força de mercado permitem criar confrontos entre os Estados nacionais e locais para realizarem com elas “pactos globais” (p. 17) com a finalidade escolher aquele Estado que ofereça melhores condições de instalação, que possuam mão-de-obra barata, com menor recolhimento de impostos e maior oferta de subsídios. Desta maneira, poderão os dirigentes das empresas transnacionais escolherem para si os Estados que melhor lhes atendam e pagar impostos somente aos que forem mais baratos, tudo a força do discurso de um suposto crescimento econômico por eles propiciados ao Estado de destino, com o aumento e manutenção dos postos de trabalho, e, desta maneira, castigando os Estados mais “caros” ou que menos atrativos propiciem aos investimentos dos empresários, com a não instalação e investimento neles, ou quando neles já instalados, na retirada das empresas e do capital lá investido, repercutindo, ainda, na consequente demissão em massa. “Os empresários descobriram a pedra do reino. Eis aqui a nova fórmula mágica: capitalismo sem trabalho mais cap italismo sem impostos” (p. 20). Daí a crítica e problemática da dicotomia entre contribuintes reais e os virtuais, uma vez que as grandes empresas, com seu poderio de barganha, escapam aos impostos nacionais, as