Lisboa / Aldeia do Pico (média geral) Alto de S. Bento Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Precipitação (mm) Precipitação (mm) 1870 - 2007 15,56 º Temperatura Média Anual 16,21 º Temperatura Média Anual DENDROCRONOLOGIA E CLIMA no Sul de PORTUGAL Gerardo Vidal Gonçalves [CIDEHUS - UE (ÉVORA; PORTUGAL) / CONICET - IANIGLA (MENDOZA; ARGENTINA] RESUMO Este estudo procurou determinar, em primeiro lugar, a possibilidade de utilizar o método dendrocronológico em território português, concretamente na região do Alentejo Central e Alentejo Litoral (Clima Mediterranico Temperado). Em segun- do lugar elaborar uma cronologia de anéis de crescimento de árvores (Pinus Pinea L.). Para este estudo foram recolhidas amostras em pequenos bosques de pinheiro manso, nos locais da Aldeia do Pico (Grândola) e alguns pinheiros no Alto de S. Bento (Évora). Foram então recolhidas um total de 27 amostras (núcleos) os quais foram tratados fisicamente, analisados e datados no Laboratório de Dendrocrono- logia do IANIGLA / CONICET, em Mendoza, na Argentina. METODOLOGIA As amostras foram recolhidas com uma verruma de incremento de 0,58 cm de diâmetro e foram colocadas em suportes especialmente concebidos para o efeito. As amostras foram secas a temperatura ambiente e levadas para o Laboratório de Dendrocronologia do IANIGLA / CONICET, em Mendoza, na Argentina. Todas as amostras foram polidas e tratadas fisicamente e posteriormente medidas, calibra- das e correlacionadas. Após este processo, os dados estatisticamente tratados foram correlacionados com dados de carácter climático (temperatura e precipita- ção) das regiões adjacentes aos locais de recolha das amostras. ÉVORA (Alto de S. Bento) GRÂNDOLA (Aldeia do Pico) RESULTADOS Os dados recolhidos e as considerações factuais identificadas e discutidas per- mitem concluir que existe uma correlação acentuada entre os dados de precipi- tação e os dados dendrocronológicos analisados para os bosques de pinheiro manso da Aldeia do Pico (Grândola) e o pequeno bosque no Alto de S. Bento (Évora). Esta correlação destaca-se bastante para os meses de Novembro, Dezem- bro, Janeiro e Fevereiro (NDJF) (época de crescimento acentuado dos anéis), com coeficientes de correlação bastante significativos. No que respeita à precipi- tação, não foram determinados coeficientes de correlação releventes, o que sig- nifica que o crescimento dos anéis anuais dos indivíduos alvo deste estudo não apresentam qualquer resposta às alterações de temperatura. TRADO DE INCREMENTO (para remoção de núcleos) Cronología en PINUS PINEA L. para a región de Alentejo Central e Litoral, Portugal: Alto de S. Bento y Aldeia do Pico CR&M [Cronologia residual de anéis de crescimento & média] índices anos 1960 1980 2000 2 1 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Tree ring residual Indice 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 r =0.29 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Desv. Temperature Lisbon -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 Temperature Tree ring residual indices 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Tree ring residual Indice 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Desv. Precipitation Lisbon -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 r =0,52 Precipitation Tree ring residual indices 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Tree ring residual Indice 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Desv. temperature Évora -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 r =0.28 Temperature Tree ring residual indices Tree ring residual Indice 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Desv precipitation Évora -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 r =0.53 Precipitation Tree ring residual indices T e m p e r a t u r a P r e c i p i t a ç ã o A n é i s d e C r e s c i m e n t o