A introdução de ferramentas TIC no ensino de representação gráfica (digital) de projetos de edificações Claudio Alcides JACOSKI Centro Tecnológico – Universidade Comunitária Regional de Chapecó – UNOCHAPECÓ Chapecó (SC) 89809-000 SC Brasil RESUMO O artigo discute as modificações na atuação do profissional de projeto de engenharia atuando na cadeia produtiva com a introdução do uso de tecnologias da informação e comunicação – TIC, buscando um posicionamento do ensino frente a estas modificações, e alterações que se fazem prementes na atuação do professor quando do ensino de representação gráfica (e neste caso digital) do projeto. A modificação no processo de projetos propiciando atuação de forma distribuída com múltiplos profissionais é identificada como um contexto provável no futuro. Cabe então às universidades a preparação dos futuros profissionais com introdução da filosofia de projeto colaborativo pelas universidades. Discutem-se as mudanças de atuação do profissional com as contribuições que as novas tecnologias oferecem, contribuindo para redução do fator distância associada ao custo e produtividade. São apresentados os resultados de pesquisa realizada com cursos de engenharia, das necessidades que os coordenadores admitem como necessárias para mudanças durante este processo de transição, que vivem os cursos de engenharia sob o aspecto do uso de TIC. Palavras-chaves: Projeto colaborativo, Tecnologia da Informação e Comunicação, ferramentas computacionais, integração de processos. 1. INTRODUÇÃO Desde a década de 70, a sociedade tem recebido diversas denominações como pós-moderna, pós-industrial, sociedade da informação, do conhecimento, da nova economia, pois há uma clara concepção de que se está em um período de mudança de contexto. Em relação à Sociedade da Informação, a Comissão Européia definiu em 1997 como “aquela sociedade em que se utilizam tecnologias de transmissão e armazenamento de informação e dados a baixo custo”. Esta generalização do uso da informação e dados vem acompanhada por inovações na organização, no âmbito comercial, de gestão, social e legal, que estão mudando profundamente os diferentes âmbitos da vida, do trabalho e da sociedade em geral. As mudanças associadas à Sociedade do conhecimento podem ser ditas como as mais significativas desde a Revolução Industrial, com amplas implicações e uma dimensão global. Estas mudanças não só se referem somente à tecnologia. Afetam a todos em todas as partes. Tais mudanças tentam formular uma teoria geral que dê conta dos efeitos fundamentais das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) no mundo contemporâneo e que se estendem à própria tecnologia, economia, cultura, trabalho e a concepção do espaço e temo, a identidade e a subjetividade, a globalização, o Estado e a política [1]. São estas mudanças que permitem a disseminação desta afirmação “se esta vivendo o que se pode chamar de revolução do conhecimento”, encabeçada por um rápido avanço na base científica através de um amplo conjunto de áreas, que vão desde as tecnologias da informação e comunicação, a biotecnologia, passando pela engenharia de novos materiais. Esta revolução do conhecimento oferece um grande potencial aos países para fortalecer o desenvolvimento econômico e social mediante a possibilidade de produzir bens e serviços de forma eficiente, podendo distribuí-los de maneira mais efetiva e a menores custos [2]. A atuação científica que busca descrever, analisar, interpretar e predizer como se produzem e como são as coisas, encontra na tecnologia da informação e comunicação – TIC, um meio de disseminação e de compartilhamento de trabalho entre os pesquisadores. Chega-se então no nível do ensino que também tem modificações significativas impostas pelo uso de ferramentas computacionais e TIC, e que se pode considerar, encontra-se em processo de investigação, definição e consolidação. O ensino de Engenharia