O estágio em música no contexto escolar: busca por PONTES e experiências celebradas Ariana Elizabeth Ferreira Ribeiro Universidade de Brasília arianaefr@hotmail.com Flávia Motoyama Narita Universidade de Brasília flavnarita@yahoo.com.br Resumo: A estruturação e atuação em um projeto de música no contexto escolar podem ser muito complexas, mas quando estas estão ligadas ao Estágio Supervisionado funcionam como elemento importante para a formação do professor. Para a atuação em tal projeto foi preciso considerar as PONTES (Oliveira, 2009) necessárias para se chegar a experiências celebradas (Green, 1997) utilizando a integração de diversos conhecimentos musicais. Por meio de questionários, reflexão e pesquisa, para conhecer o cotidiano do aluno (Souza, 2000), é possível confirmar a prática consciente baseada em teóricos da educação musical, como Swanwick (2003). Tendo como foco o planejamento das aulas e a avaliação constante das atividades é possível obter o resultado esperado: interligar o por que fazer, o que fazer e como fazer no contexto da educação musical para aproximar a música do aluno. Palavras-chave: Cotidiano, Estágio Supervisionado em Música, Pontes. Introdução Neste artigo, pretendo relatar minhas experiências no projeto “Música na Escola Integral” e a busca por PONTES (Oliveira, 2009) para promover experiências musicais celebradas (Green, 1997). O projeto existe desde 2008 e, em 2009 foi proposta uma nova estrutura utilizando as idéias de Souza (2000), tendo o cotidiano dos alunos como um elemento motivador e, por conseqüência, uma ponte entre a aula de música e os alunos. Segundo Green (1997), experiências musicais celebradas são aquelas em que o Significado Delineado (fatores simbólicos relacionados à música) é positivo e o Significado Intersônico (materiais sonoros) é afirmativo. Durante todo o projeto, buscamos essa celebração a partir do envolvimento direto com a prática musical explorando os materiais sonoros e contextualizando as músicas trabalhadas. Logo nas primeiras aulas percebi que o planejamento não era apenas um mapa do que fazer primeiro, mas toda a estrutura da aula que determina por que fazer (objetivo), o que fazer (atividades), como fazer (procedimentos). É no planejamento que posso estruturar as primeiras PONTES (Oliveira, 2009) entre aquilo que pretendo ensinar para os alunos e aquilo que conheço deles que pode ajudar a construir o conhecimento significativo. No início, achei 1568