Atenção a saúde informatizada: da regulação ao consultório. Maria Eulália Lessa do Vale Dallora 1 , Ronaldo Dias Capeli 2 , Wilson Moraes Góes 3 , Sílvio César Somera 4 , Francisco Gonzales Gonzalez 5 , Flávio Barbosa 6 1,3,4,5 Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP 2 Departamento Regional de Saúde XIII Resumo - A desorganização do fluxo de pacientes no setor publico é um problema enfrentado principalmente pelos grandes hospitais. Com o propósito de solucionar esse problema, o Ministério da Saúde (MS), através dos departamentos regionais de saúde (DRS), regula o nível (primário, secundário ou terciário) mais adequado de atenção a saúde. Acompanhando a evolução das normas operacionais e o pacto pela saúde estabelecido pelo MS que incentiva o uso da tecnologia da informação (TI), na região de Ribeirão Preto-SP foi desenvolvido e implantado um sistema de agendamento de consultas via internet e o sistema de apoio a atenção hospitalar/ambulatorial (ATHOS). Essas implementações contribuíram para melhorar a regulação, a gestão da saúde e a humanização do atendimento ao paciente, indo ao encontro dos princípios de universalidade, eqüidade no acesso e integralidade da atenção à saúde ditadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Palavras-chave: Atenção a saúde, Agendamento de Consultas, Regulação, Humanização, Informatização. Abstract - This paper shows an example for ... . Key-words: . Introdução Um grande problema enfrentado pelo sistema público de saúde em geral e nos grandes hospitais em particular é a desorganização do fluxo de pacientes. Esse era o enfrentamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP) que deveria se adaptar ao novo modelo de atenção a saúde ditado pelo Ministério da Saúde (MS) que previa a consolidação de vínculos entre diferentes segmentos sociais e o SUS e a criação de condições elementares e fundamentais para eficiência e a eficácia gerenciais, com qualidade [1]. Para redesenhar o cenário descrito acima e, alinhavar o HCFMRP-USP com o novo modelo ditado pelo governo, no ano de 2000, a primeira versão do sistema de agendamento eletrônico foi implantada junto ao Departamento Regional de Saúde (DRS) organizando o fluxo de entrada dos pacientes e delegando aos DRSs, da macro região de Ribeirão Preto (regiões de Araraquara, Barretos, Franca, Ribeirão Preto e São João da Boa Vista) o agendamento dos novos pacientes nos diversos serviços especializados disponibilizados pelo ambulatório do HCFMRP-USP. Cotas de consultas por serviço especializado foram estabelecidas para cada DRS proporcional à média histórica de utilização no período de 1995 a 1999. Essas cotas eram consumidas pelos DRSs que recebiam os pedidos de agendamento de consultas, provenientes dos municípios correspondentes, através de um documento impresso denominado “guia de referência”. Os DRSs assumiram a responsabilidade de priorizarem o atendimento terciário através da análise das guias de referência e efetivavam o agendamento da consulta do paciente através de um sistema on-line com a central de agendamento do HCFMRP-USP. As instituições de saúde entenderam que a regionalização era fundamental para a consolidação dos princípios de universalidade, eqüidade no acesso e integralidade da atenção à saúde, nesse momento específico da implementação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Secretária de Assistência à Saúde (SAS/MS) reconhece isso quando afirma que em alguns estados houveram avanços significativos na organização e articulação da rede de serviços, mediante o desenvolvimento do processo de programação integrada, a implantação de centrais de regulação, o fortalecimento do controle e avaliação e a organização de consórcios intermunicipais ou ainda por meio da formulação e progressiva implementação de planos de regionalização promovidos pelas secretarias estaduais de saúde, em conjunto com os municípios [2].