O HIP HOP COMO FONTE DOCUMENTAL PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS. Sandra Mara Gomes (PDE/UNICENTRO), Fábio Pontarolo (Orientador), e- mail: fabio.pontarolo@gmail.com Universidade Estadual do Centro-Oeste/Setor PDE Palavras-chave: Hip Hop, Conhecimento, História, Cultura, afro-brasileira. Resumo: Esta proposta investiga a utilização do Hip Hop como fonte documental para a construção do conhecimento da História e Cultura Afro-Brasileiras, de forma que esse movimento presente no contexto de educação não-formal 1 e/ ou informal contribua no processo de ensino/aprendizagem escolar, pautada em livros didáticos. Nessa perspectiva a construção do conhecimento ocorrerá a partir dos protagonistas – os afro-descendentes - contando a história do africano no Brasil como sujeito social, que foi escravizado, sofreu e sofre o preconceito, sem deixar de lado a resistência, a luta, a cultura e a valorização de suas ações. A cultura e/ou movimento Hip Hop surgiu do processo de evolução da música afro-americana, chegou ao Brasil na década de 1980 e ainda preserva em sua essência, a procura do conhecimento para a melhoria pessoal, o discurso de denúncia e de reivindicação de inclusão das populações discriminadas nos planos econômico, social e político. Portanto, representa um meio de construção da aprendizagem indispensável para o educando, visto que, impulsiona a interação entre culturas e/ou mestiçagem cultural, desmistifica estereótipos preconceituosos e racistas, como a visão europocentrista inculcada pela sociedade e projetada por meio da escola durante séculos. É interessante esclarecer que o Hip Hop como fonte documental, será tratada de forma criteriosa, filtrada a partir do contexto histórico, e conforme as Diretrizes Curriculares da Educação Básica de História, não como prova real, mas como indício que depende do questionamento e da problematização ressaltada pelo historiador. 1 A educação não-formal é definida por Gohn (1997) como um processo de quatro dimensões. A primeira dimensão envolve a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos como cidadãos; a segunda, a capacitação dos indivíduos para o trabalho; a terceira é aprendizagem e exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários; e a quarta é a aprendizagem dos conteúdos da escolarização formal. A educação não-formal se caracteriza também por haver uma intencionalidade dos sujeitos para criar ou buscar certos objetivos por meio de ações e práticas coletivas organizadas em movimentos, organizações e associação sociais. Anais da SIEPE – Semana de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão 26 a 30 de outubro de 2009