ROSADA, Mateus; BORTOLUCCI, Maria Ângela P.C.S. Afinal, existe um barroco paulista? Arquiteturas do mar, da terra e do ar – Vol. I, Arquitetura e Memória. Lisboa: Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo de Língua Portuguesa, 2014. p.227-235. Afinal, existe um Barroco Paulista? Mateus Rosada* Maria Ângela P. C. S. Bortolucci** Resumo Este trabalho trata de algumas das considerações preliminares da Tese de Doutorado “Arquitetura Religiosa no Estado de São Paulo (1600-1870)” e busca discutir, através da observação de 108 remanescentes desse período no Estado, se o termo “Barroco Paulista”, cunhado há muitos anos e assimilado entre teóricos e leigos, é válido, se há características próprias no barroco e no rococó paulistas. Para tanto, analisa os exemplares de São Paulo, comparando-os com os de outros estados brasileiros, nos aspectos arquitetônico, observando volumetria e materialidade, e decorativo, contemplando a pintura e a talha dessas igrejas. A análise das igrejas selecionadas, que correspondem a todos os remanescentes em área urbana em São Paulo, possibilita que se percebam algumas características comuns a elas e que as diferem de seus pares localizados nos demais estados brasileiros. Palavras-Chave: 1. Arquitetura Religiosa. 2. Barroco. 3. Rococó. 4. Brasil. 5. São Paulo (Estado). * Instituto de Arquitetura e Urbanismo – Universidade de São Paulo ** Instituto de Arquitetura e Urbanismo – Universidade de São Paulo