Universidade Federal da Bahia, 4 a 7 de setembro de 2015 47 - JUVENTUDES, EROTISMO, CORPOREIDADES E (DES)CONSTRUÇÕES DE GÊNERO NAS REDES SOCIAIS. PERFORMATIVIDADE E SUBVERSÃO NAS REDES SOCIAIS DESDE A TEORIA DE GÊNERO DE JUDITH BUTLER Carla de Abreu 1 Palavras-chave: identidades digitais, gêneros dissidentes, subversão Judith Butler (2007) afirma que não existe uma identidade de gênero que constitui nossos comportamentos, ao contrário, os comportamentos são nosso gênero; nestes termos, o gênero é uma construção cultural, é o que fazemos em momentos concretos e não algo universal que determina quem você é. Portanto, podemos dizer que não existe uma mulher ou homem mais "real" do que outro, o que existem são padrões de identidade com os quais estamos familiarizados através de sua repetição frequente, desta forma, a heterossexualidade continua apresentando-se como o único modo autêntico de ser, reproduzido e mantido por meio de práticas sociais reiterativas. Butler (2202, 2007) nos apresenta a noção de performatividade de gênero como um elemento construído em um universo discursivo, moldado por múltiplos discursos políticos e práticas sociais que se atravessam mutuamente. Como um ritual, a performatividade naturaliza a posição do sujeito nos grupos sociais e influencia as subjetividades, corpos e comportamentos. Mas, isso significa que estamos culturalmente determinados? Que não temos a oportunidade de escolher uma identidade e seremos sempre convocados pelos discursos reguladores das sociedades? Para Butler esta possibilidade existe, pois nenhum ato é sempre idêntico ao anterior e em cada repetição se produzem deslocamentos, se criam fissuras que permitem surgir oportunidades de transgressão e resistência. A subversão, disse a filósofa, se efetuará desde dentro dos términos da lei, mediante as opções que aparecem quando a lei se volta contra si mesma (2007, p. 196). Em outras palavras, é 1 Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Artes Visuais. carlaluzia@gmail.com