Texto integrante dos Anais do XIX Encontro Regional de História: Poder, Violência e Exclusão. ANPUH/SP – USP. 08 a 12 de setembro de 2008. Cd-Rom. MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS PÓS SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: A INFLUÊNCIA DOS EUA NO CONTROLE E GESTÃO DOS DESLOCAMENTOS POPULACIONAIS NAS DÉCADAS DE 1940 A 1960. ODAIR DA CRUZ PAIVA. Professor do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas e do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP – Campus de Marília. odairpaiva@marilia.unesp.br , paivaoc@hotmail.com Resumo: O final da Segunda Guerra Mundial produziu um ambiente favorável para que a hegemonia estadunidense incidisse sobre a questão dos deslocamentos populacionais no plano global. Da gestão dos campos de refugiados na Alemanha, Áustria, Itália e Grécia à inserção destes migrantes em várias regiões do planeta, encontramos a presença norte-americana em vários momentos desse processo. Deslocamentos de em navios militares norte-americanos, financiamento de organizações multilateriais como a Organização Internacional de Refugiados ou o Comitê Intergovernamental para as Migrações Européias e principalmente o interesse no desenvolvimento capitalista da periferia do sistema. Esta comunicação tem por objetivo relacionar as migrações internacionais do pós-guerra como uma dimensão da hegemonia estadunidense no período e também como um aspecto importante da questão da globalização. Considerações Preliminares A partir de 1947, a organização de campos de refugiados na Alemanha, Áustria e Itália - para a agregação de milhares de pessoas dispersas pelo continente europeu pós a Segunda Guerra Mundial - e a posterior inserção destas em diversos países, demonstrou quão complexas as formas da política internacional tenderiam a se constituir a partir da segunda metade do século XX. A constituição de organismos multilaterais de recolocação de trabalhadores, como a Organização Internacional para Refugiados – O.I.R., de financiamento como o Fundo Monetário Internacional e, obviamente, a própria Organização das Nações Unidas, apontavam para que as formas de gestão de questões nacionais – como política de mão-de-obra e econômica - perderiam parte de sua autonomia. Ao mesmo tempo, demonstravam a influência (econômica e geopolítica) inequívoca dos EUA frente ao que se constituía como bloco ocidental.