A UTILIZAÇÃO DA FUNÇÃO PERDA DE TAGUCHI NA PRÁTICA DO CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSO Luciana Rennó D’Oliveira Collin e-mail: collin@iem.efei.rmg.br Edson Oliveira Pamplona e-mail: pamplona@iem.efei.rmg.br Escola Federal de Engenharia de Itajubá - IEM/DPR Campus Prof. José Rodrigues Seabra - Av. BPS, nº 1303. 37500-000 Itajubá-MG Abstract Manufacturing process do not produce completely identical characteristics for successive units of same product. Although the capability indices are used how measures of progress for quality improvement of the process, it is possible that even in a process with a large value of capability index can also be misleading to assuring the quality requirements. This work discusses the use of Taguchi’s Loss Function in practice on the Statistical Process Control for the control of characteristics over the target value. Keywords: Quality Engineering; Statistical Process Control; Taguchi’s Loss Function 1. Introdução A qualidade está se tornando um fator básico na decisão dos consumidores para produtos e serviços. Com isso, o aperfeiçoamento da qualidade tem se tornado uma atividade essencial na maior parte das organizações, para manter a existência de clientes e a conquista de novos mercados, além de tornar novos produtos e tecnologia mais competitivos. No século XIX, os esforços para eliminar as variações inerentes ao processo eram muitas vezes bem sucedidos devido à simplicidade de seus produtos manufaturados. Atualmente, com a maior complexidade dos sistemas de fabricação e montagem, grande atenção é despendida no controle da variação das características do produto em torno do valor nominal (Provost e Norman, 1990). O controle estatístico de processo (CEP) é uma ferramenta utilizada para controlar as variabilidades do processo, e através do uso dos gráficos de controle, monitora as características dos produtos com relação aos limites de especificação. A proposta deste trabalho é utilizar o conceito da função perda de qualidade de Taguchi na prática do controle estatístico de processo para o controle das características do processo em torno do valor nominal, já que segundo Goh (1993), ele é um ferramenta passiva, na medida que ele sozinho não proporciona melhorias no processo. Embora serem utilizados os índices de capabilidade para acompanhamento das melhorias do processo, Ribeiro e Caten (1995), alegam que, mesmo um processo com alto índice de capabilidade pode não ser eficiente se não estiver centrado em torno do valor nominal, gerando problemas de qualidade.