Redes sociais e conexões semânticas como reflexo hipertextual de ilustradores Adriano Bernardo Renzi Escola Superior de Desenho Industrial – UERJ Rua Alfredo Chaves, 6 – Rio de Janeiro – RJ cep:22260-160 adrianorenzi@terra.com.br ABSTRACT Este artigo aborda conexões semânticas na internet que se expandem em redes de conhecimento com base nos princípios do hipertexto de Pierre Lèvy. Ilustradores utilizam a web para fomentar e expor seus conteúdos e projetos em um emaranhado hipertextual dinâmico que reflete sua vida profissional. A partir da 157 análises de redes de hipertexto, especificam-se 3 exemplos para melhor expor a relação entre artistas e suas redes. Author Keywords Redes sociais, hipertexto, ilustradores. ACM Classification Keywords H5.m. Social Interactions INTRODUCTION Andrew Keen (autor do livro cult of the amateur), no documentário Revolução Virtual (Kotrosky 2010), aponta que com a evolução da internet (desde sua programação inicial por Tim Berners-Lee) e sua presença cada vez mais cotidiana em nossas vidas, gradativamente leitores vem se transformando em editores. Cada vez mais as possibilidades de se expressar pela web por blogs, redes sociais, sites, youtube, podcasts etc, possibilitam pessoas de todo o mundo a criar e editar seus próprios conteúdos e a opinar sobre conteúdo dos outros. No passado não muito distante, a informação movia-se hierarquicamente através de poucas opções, sendo acessada somente através de meios tradicionais de comunicação: jornal, revista, televisão, rádio etc. A partir das diversas possibilidades atuais de mídias interativas, qualquer pessoa com um Iphone ou smartphone, por exemplo, pode fotografar ou filmar uma situação na rua e imediatamente expô-la em formato de post através de suas redes sociais, blog ou site. A exemplo disso, cita-se a utilização ativa da web na divulgação em tempo real da revolta pós-eleitorais no Quenia pelo site Ushahidi, fundado por Ory Okolloh. O site cujo nome significa “testemunha” em Swahili, expunha situações da revolta, que os meios tradicionais não mostravam. Mais recentemente, pode-se citar o início da revolução do Egito e mudança de poder político em 2011, fomentado por mensagens através de redes sociais (mais especificamente, o Facebook). No mesmo ano, tem-se exemplo do mesmo trâmite de informação com as revoltas urbano-sociais em Londres, onde transeuntes com telefone documentaram e divulgaram imagens incitativas ao início das manifestações e também auxiliaram na identificação dos responsáveis por incêndios e vandalismos pela cidade. À parte dos exemplos de revoluções sociais, profissionais relacionados a ramificações de atividade criativa, como fotógrafos, ilustradores, artistas plásticos, designers etc, mostram-se inclinados a utilizar a internet como ferramenta para expressão pessoal de seu trabalho. A utilização de portfólios online para exposição de projetos e atuação profissional cresce a cada ano e já a algum tempo começam a suplantar a necessidade de se montar um portfólio físico, peça essencial a 10 anos atrás para todo aluno de design, ilustração ou fotografia mostrar seu trabalho e prospectar novos clientes e/ou emprego. Associações de artistas utilizam internet e grupos de discussão como meio de trocar experiências, informações e fomentar assuntos de interesse comum. A entidade “Sociedades dos Ilustradores do Brasil” possui seu próprio site oficial (www.sib.org.br), onde dispõe mini portfolios dos membros, notícias, newsletter, diretrizes de ilustração, orçamento e busca de ilustradores por tipo de atuação e técnica de pintura. Observa-se que entre os 180 membros da SIB, 137 possuem site pessoal para expor seus trabalhos, 29 utilizam Blogspot como exposição principal de seus trabalho, 6 uzam o Carbonmade, 5 expoem através do Flickr, 1 utiliza o Tumblr e apenas 2 não linkam seus nomes da listagem de membros da SIB a nenhuma forma de exposição pela web. Ao buscar-se especificamente esses 2 Permission to make digital or hard copies of all or part of this work for personal or classroom use is granted without fee provided that copies are not made or distributed for profit or commercial advantage and that copies bear this notice and the full citation on the first page. To copy otherwise, or republish, to post on servers or to redistribute to lists, requires prior specific permission and/or a fee. CHI 2009, April 4–9, 2009, Boston, Massachusetts, USA. Copyright 2009 ACM 978-1-60558-246-7/09/04...$5.00.