A Habitação Vernácula Rural no Alentejo, Portugal 1 Mariana Correia Fig.1 – Monte das Fontaínhas, em Vale dos Mortos. Concelho de Serpa.. Arquitecta; Mestre pela École d’Architecture de Grenoble, França. Docente na Escola Sup. Gallaecia, V. N. de Cerveira. 1. Introdução A elaboração deste texto teve por base levantamentos e investigação realizada pela autora, no âmbito da sua dissertação de mestrado 2 e de restauros realizados, como arquitecta, em edifícios históricos, do séc.XVIII e XIX 3 . 2. Agregado Rural O povoamento alentejano é o mais disperso de todas as regiões do país. Na região norte do Alto Alentejo, onde a altitude é um pouco maior que no sul, o povoamento é também disperso, mas menos do que no Baixo Alentejo. Em certos locais, nos arredores das vilas ou cidades, a população ainda se concentra em quintas. Nas vastas planícies do Baixo Alentejo, a fraca densidade da população não excede os 25 habitantes por km 2 (com tendência a diminuir devido ao êxodo rural para as grandes cidades). A população habita nas cidades, vilas, aldeias ou encontra-se disseminada pelas herdades 4 . Estas compõem-se por grandes extensões de terrenos cultivados, dominados pelo monte (fig.2), que se encontra no alto das colinas. Neste habitava o feitor e os ganhões. A herdade poderia ser constituída por diversos montes, dependendo da sua extensão. Quando a herdade era de grandes dimensões, o monte principal era constituído pela: