Um modelo de avaliação da usabilidade baseado na captura automática de dados de interação do usuário em ambientes reais Artur Henrique Kronbauer DMCC – UFBA Av. Adhemar de Barros s/n sala138 Salvador – BA, Brasil CEP 40.170-110 arturhk@gmail.com Celso A. Saibel Santos DMCC – UFBA Av. Adhemar de Barros s/n sala138 Salvador – BA, Brasil CEP 40.170-110 saibel@dcc.ufba.br ABSTRACT The omnipresence of these new technologies associated to different ways of interaction and to the diversity of user characteristics (such as age, level of education and geographical distribution) create new challenges for the usability assessment of these devices and their applications. One of those challenges is the proposal of methodologies that perform usability tests contextualized in the environment where such devices are used (called in vitro tests). The mobility properties and the use of multimodal interfaces provide ways of interaction, to some extent unusual, which would hardly be reproduced in laboratory (in vitro tests). This paper focuses on this sphere and proposes a model for user interaction data collection about an application. The model intends to compare the designer´s point of view with the user effective behavior in real situations through the automatic data capture that serves as basis for the process of usability assessment of the designed applications. Categories and Subject Descriptors H.5.2 [Information Interfaces and Presentation]: User Interfaces. General Terms Interacting with new devices, Integrating IHC and Software Engineering, Interfaces for mobile and ambient systems. Keywords Automatic usability evaluation, Aspect Oriented Programming, Metrics, Process Model, Mobile devices. 1. INTRODUÇÃO Os dispositivos computacionais surgidos na última década têm provocado mudanças importantes com relação às interfaces disponíveis para a interação dos usuários. A primeira mudança está relacionada com a possibilidade da adoção de interfaces multimodais com interações por voz, gestos e/ou toques na tela. Interfaces com essa característica proporcionam interações mais naturais e flexíveis à execução de tarefas, uma vez que possibilitam aos usuários com diferentes níveis de habilidades escolherem o modo de interação mais adequado às suas necessidades. A segunda mudança é que as aplicações são executadas em arquiteturas voltadas à mobilidade, o que impõe novas restrições como o consumo de energia, conectividade, adequação ao contexto, etc. A onipresença destas novas tecnologias, associada às diferentes formas de interação e à diversidade de características dos usuários (tais como, idade, escolaridade e distribuição geográfica) cria novos desafios para a avaliação da usabilidade destes dispositivos e dos seus aplicativos. Entre estes desafios, está a proposição de metodologias para a realização de testes de usabilidade contextualizados ao ambiente de uso desses novos dispositivos (os chamados testes in vivo). A característica de mobilidade e o uso de interfaces multimodais propiciam formas de interação, até certo ponto inusitadas, que seriam dificilmente reproduzidas em laboratório (testes in vitro) [2]. Com o objetivo de contribuir com estudos nessa área, nesse trabalho é proposto um modelo de avaliação de usabilidade, alicerçado no confronto entre a ótica do Engenheiro de Teste, com o comportamento efetivo do usuário em situações reais de uso da aplicação, utilizando uma técnica conhecida como Avaliação Automática de Usabilidade [10]. O processo de avaliação associado ao modelo permite a tomada de ações de melhoria da aplicação fundamentadas em dados concretos de intenções e usabilidade. O modelo proposto é a base para o processo de avaliação de usabilidade e abrange os seguintes aspectos: 1. O mapeamento da interação do Engenheiro de Teste de uma aplicação, com relação à execução das tarefas que a aplicação provê a seus usuários. 2. A instrumentação do código da aplicação com métricas de usabilidade para possibilitar a coleta automática de dados de interação do usuário final com a aplicação.