Simpósio Internacional Villa-Lobos - USP/2009 Página 43 de 147 Considerações sobre os aspectos estruturais do Choros nº 3 de Heitor Villa-Lobos Filipe Daniel Fonseca dos Santos Prof. Dr. Paulo de Tarso Salles Resumo O trabalho a seguir são considerações sobre os aspectos formais e estruturais do Choros nº 3 de Heitor Villa-Lobos, que é o início de uma pesquisa de iniciação científica em andamento realizada por mim sob a orientação do Prof. Dr. Paulo de Tarso Salles e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Palavras-chave Análise; Villa-Lobos; Composição; Modernismo Abstract The following article is about formal and structural aspects of Choros nº 3 of Heitor Villa-Lobos, which is the beginning of a research in progress that I am doing under orientation of Prof. Dr. Paulo de Tarso Salles, financed by Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Title Considerations about the structural aspects of Choros nº 3 of Heitor Villa-Lobos Keywords Analysis; Villa-Lobos; Composition; Modernism Introdução O Choros n° 3 foi composto em 1925, em São Paulo, para grupo instrumental (clarinete, sax-alto, fagote, 3 trompas e trombone) e coro masculino. Sua estréia se deu em Paris, em 1927, em versão apenas instrumental. Vasco Mariz, em seu livro sobre a vida e obra do compositor (MARIZ, 1989, pp. 112-113), faz uma breve descrição da peça, relacionando-a com o ambiente sonoro da música dos indígenas de Mato Grosso e Goiás e dando destaque aos efeitos onomatopaicos, já utilizados na 5ª Sinfonia, no Noneto e desenvolvido no Choros n° 10. Adhemar Nóbrega, em sua análise do Choros n° 3 (NÓBREGA, 1975, pp. 37-43), também destaca a influência da música indígena na peça, aprofundando-se um pouco mais na estrutura e até mesmo no material harmônico utilizado por Villa-Lobos.