einstein. 2005; 3(1):69 69 A. Cultura quantitativa de material de via aérea inferior obtido por método invasivo B. Cultura qualitativa de material de via aérea inferior obtido por método invasivo C. Cultura de aspirado traqueal D. Os métodos equivalem-se quando se considera mortalidade 3. Qual o melhor critério para avaliar a evolução da PAV? A. Radiografia de tórax B. Febre C. Leucocitose D. Relação Pa02/Fi02 (Pressão arterial de O2/Fração inspirada de O2) 4. Considerando pneumonais associadas a ventilação mecânica por Pseudomonas aeruginosa , qual a terapia de escolha? A. Monoterapia com o antibiótico ao qual o agente é sensível B. Terapia combinada envolvendo aminoglicosídeo C. Terapia combinada envolvendo ciprofloxacina D. Não há terapia ideal definida 5. Considerando PAV por S. aureus resistente a oxacilina, qual a melhor opção terapêutica? A. Vancomicina B. Linezolida C. Teicoplanina D. Não definido Respostas nas páginas 84-85 Está Publicado! Mostra artigos que você tem dificuldade em acreditar que possam estar publicados. Não é um “acredite se quiser”. Trata-se de artigos que alguém se perguntaria por que foram feitos, artigos que contestam verdades tidas como incontestes em medicina e publicações que beiram a irreverência científica. Apesar dos sistemas de “peer review” e de todos os cuidados que fazem parte integrante de uma revista científica, por vezes escapam algumas “pérolas”. A educação continuada também pode ser feita por meio de análise crítica do pensamento científico ou, às vezes, pseudocientífico. Jacyr Pasternak Editor Associado da einstein Doctors and patients: a great case [editorial] Médicos e pacientes: que casão [editorial] Groopman J New Engl J Med. 2004;351(20):2043-5. O Dr. Groopman é um hematologista que foi para a infectologia, como alguns outros que conheço e como este que coleciona os trabalhos que aparecem nesta seção: é também um excelente escritor. Neste ensaio, ele analisa no que consiste o que médicos deleitados chamam de casão, supercaso ou caso espetacular e começa com alguns exemplos da sua formação médica: um caso de síndrome de Gertsmann (agrafia, agnosia e acalculia – será que algo do gênero ocorre com nossos gênios econômicos incrustados no Banco Central?) e um viciado em drogas endovenosas com endocardite. Durante o ano de internato, ele aprende que existem vários subtipos de casões: os que são doenças raras, os fascinomas, que fascinam os clínicos, ou os dramáticos dramas de urgências cirúrgicas bem resolvidas porque algum doutor tomou no momento certo a conduta certa. Tudo isto vem à mente do Dr. Groopman no dia em que ele leva o filho de nove meses ao Pronto-Socorro de Pediatria; a criança não aceitava alimentação, tinha dores que pareciam abdominais e chorava sem parar havia dois dias. Ele estava em outra cidade e um pediatra diagnosticara uma gastroenterocolite viral,