Suporte a Engenharia de Requisitos com Equipes Distribuídas através de Contexto Regiane Andrade Brito, Alexandre Marcos Lins de Vasconcelos Centro de Informática – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Caixa Postal 7851, 50732-970, Recife – PE – Brazil {rab3, amlv}@cin.ufpe.br Abstract. This paper proposes context insertion in a requirements engineering process with distributed teams. So, it presents a distributed requirements engineering process and a traceability model based on this process. The traceability model can help developers to insert context in a collaborative requirements engineering applications. The negotiation model was validated through a prototype based on IBIS framework and integrated with RequisitePro. Resumo. Esse artigo propõe a utilização de contexto no processo de engenharia de requisitos com equipes distribuídas. Para isso, é apresentado um processo para engenharia de requisitos distribuída e um modelo de rastreamento baseado nesse processo, o qual pode auxiliar desenvolvedores a inserir contexto em aplicações colaborativas para engenharia de requisitos. O modelo de negociação foi validado através da implementação de um protótipo baseado no framework IBIS e integrado ao RequisitePro. 1. Introdução O desenvolvimento de software com equipes geograficamente distribuídas é uma realidade e várias empresas já utilizam esse estilo de desenvolvimento (Battin et al, 2001) (Prikladnicki et al, 2003). Esta nova área, conhecida como Desenvolvimento Distribuído de Software (DDS) (Herbsleb e Moitra, 2001) é uma área de pesquisa atual em engenharia de software. O desenvolvimento de software já é uma atividade complexa quando realizada localmente, com equipes distribuídas essa complexidade é ainda maior. Existem alguns fatores que impulsionaram o desenvolvimento distribuído entre grandes empresas de software, dentre eles: necessidade de utilizar recurso capacitado, onde quer que ele esteja; vantagens de estar próximo de diferentes mercados, conhecendo consumidores e condições locais; formação rápida de organizações virtuais e equipes virtuais para explorar as oportunidades do mercado; necessidade de diminuir o tempo de entrega do produto para o mercado (time to market), conseguido através de fusos horários diferentes (produção 24 horas por dia) (Herbsleb e Moitra, 2001). Em contrapartida, estudos (Carmel, 1999) (Hawryszkiewycz e Gorton, 1996) indicam que equipes distribuídas enfrentam problemas tais como: falta de coordenação, comunicação ineficiente, diferenças de fusos horários, diferenças culturais, perda do espírito de equipe e falta de coordenação entre os participantes. Em especial, a