VI Simpósio Ítalo Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental II-022 – EMPREGO DE FUNGOS PARA TRATAMENTO BIOLÓGICO DOS EFLUENTES DA INDÚSTRIA DE BENEFICIAMENTO DE CASTANHA DE CAJU Sandra Tédde Santaella (1) Professora Adjunta do Dep. de Eng. Hidráulica e Ambiental da UFC; Química e Mestre em Química pela UFSCar, Doutora em Engenharia Civil - área de Hidráulica e Saneamento pela EESC-USP. Renato Carrhá Leitão Doutorando na Universidade de Wageningen – Holanda; Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Ceará – UFC; Mestre em Engenharia Civil - área de Hidráulica e Saneamento pela EESC-USP. Everardo Albuquerque Menezes Professor Adjunto do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Ceará. Doutor em Micologia pela USP Fernando José Araújo da Silva Engenheiro Civil pela Universidade de Fortaleza - UNIFOR; Mestre em Engenharia Civil, área de Saneamento Ambiental pela Universidade Federal da Paraíba – UFPb, Campina Grande; Professor Assistente da Coordenação de Engenharia Civil da UNIFOR Katyana da Silva Aragão Engenheira Química pela Universidade Federal do Ceará Daniel Araújo Giffoni Engenheiro Civil pela UFC; Mestre em Engenharia Civil, área de concentração em Saneamento Ambiental, pela Universidade Federal do Ceará. Endereço (1) : Rua. Coronel Jucá, 510/902 - Aldeota - Fortaleza - CE - CEP: 60.170-320 – Brasil - Tel: +55 (85) 288-9623 - Fax: +55 (85) 288-9627 - e-mail: santaella@mcanet.com.br RESUMO Embora os efluentes líquidos do processamento da castanha de caju possuam grande potencial poluidor, são raros os trabalhos científicos sobre sua caracterização visando a busca de tecnologias de tratamento adequadas que viabilizem seu lançamento em corpos receptores. Neste trabalho apresenta-se a caracterização das águas residuárias finais de duas indústrias de beneficiamento de castanha de caju e o tratamento em reatores de fluxo descontínuo e contínuo ascendente, ambos aeróbios e contendo fungos. Os reatores, em escala de laboratório, foram inoculados com fungos dos gêneros Aspergillus, Epicocum, Fusarium e Alternaria, e operados com diferentes tempos de detenção hidráulica. Pela caracterização feita observou-se, através dos valores de DBO, DQO, ST e NH 3 que os resíduos produzidos no processo industrial são bastante poluidores, principalmente pela presença do LCC (Líquido da Castanha de Caju). No reator de fluxo descontínuo houve redução acentuada tanto na DQO, quanto na DBO do efluente, sendo que, em aproximadamente sete dias, houve redução de 76% da DQO e em 17 dias houve remoção de 95% da DBO 5 . Já no reator de fluxo contínuo, para o tempo de detenção de 17 horas, houve excelente redução de DQO, atingindo-se picos acima de 90% de remoção. Com este trabalho, concluiu-se que os efluentes produzidos nas diversas etapas do processo industrial são bastante poluidores, principalmente aqueles provenientes do lavador de gases, por apresentar os maior concentração de LCC. Verificou-se também que esses efluentes são adequados ao tratamento biológico, principalmente pelas concentrações de nitrogênio, fósforo, DQO e DBO. O tratamento biológico empregando fungos parece ser viável para este tipo de efluente. PALAVRAS-CHAVE: Efluente industrial, castanha de caju, fungos decompositores, tratamento de efluentes. ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 1