Por Andrey Lucas Macedo Corrêa – 08/01/2016 Aproveitando a deixa do fim do ano, falemos sobre as emoções. Essa dimensão do ser humano deliberadamente ignorada pela racionalidade jurídico-política dominante, apesar de sua patente importância fundante e fundamental nesses discursos. A coluna de hoje serve para constatar o quanto nos falta uma teoria política que leve as emoções a sério[1] (tanto as reconhecendo como as concretizando). Discursos existem, e alguns serão aqui analisados, mas nenhum fornece as dimensões de reconhecimento e concretização que as emoções demandam nos desenhos políticos e institucionais de nosso tempo, talvez pelo fato de esses mesmos desenhos não refletirem o contexto social em que vivemos (se é que algum dia refletiram/ão). Nossa base racionalista é Rawlseniana[2], analisando-a apenas na dimensão procedimental de tomada de decisões, encontramos a base do pensamento do autor: razoabilidade. Para Rawls, existe uma intrínseca relação entre a racionalidade e a razoabilidade, estando as decisões imersas em uma lógica racional e O Lugar das Emoções no Jogo Político-Institucional – Por Andrey Lucas Macedo Corrêa Colunas e Artigos Hot Empório