Caracterização Fenólica de Extractos Tanínicos de Casca de Pinus pinaster Paulo Brito\ Patrícia Coimbra1, Una Pepino\ Fernando Caldeira Jorge2, Rui Pereira da Costa2, M. Helena Gil1 e Antônio portugal1 1 Departamento de Engenharia Qulmica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Pólo 11- Pinhal de Marrocos, 3030-290 Coimbra - Portugal 2 Bresfor, Indústria do FormoI, S.A, Estrada da Sacor, 3830 Gafanha da Nazaré - Portugal Resumo: Os Taninossã() compostos polifenólicOsnaturais, divididos nonnalmente em dois grandes grupos, não relacionados estruturalmente entre si: Taninos Hidrolizáveis e Taninos Condensados (ou Proantocianidinas). A principal característica destes compostos consiste na sua capacidade de complexarem e precipitarem proteínas. Podem igualmente condensar com formaldeído ou mesmo autocondensar, sem a presença de qualquer agente reticulante externo. Desse modo, são potenciais intervenientes na sintese de adesivos sem recurso ao uso de aldeídos. Os taninos condensados são bastante comuns e apresentam teores razoáveis em vários tecidos vegetais de uma variedade considerável de espécies. Estes compostos são polímeros ou oligómeros complexos, de unidades f1avanóides, nomeadamente flavan-3-óis e f1avan-3,4-dióis, que podem ser isolados em quantidades significativas da casca de algumas espécies de árvore, entre as quais, as do género Pinus. Pinus pinas/er (ou Pinheiro Marítimo ou Bravo) é a principal espécie florestal em Portugal, e a sua casca é especialmente rica em taninos condensados (procianidinas e, com teores inferiores, prodelfmidinas). Portanto, a casca de Pinus pinaster pode-se constituir como uma fonte viável de compostos polifenólicos naturais, e pode ser utilizada com sucesso na substituição total ou parcial de fenol ou resorcinol em resinas sintéticas convencionais para a indústria de aglomerados de madeira. O objectivo deste trabalho consiste na caracterização dos compostos fenólicos presentes em extractos comerciais de diversas origens e em extractos de Pinheiro obtidos com diferentes tipos de solventes alcalinos através da conjugação de várias técnicas de análise, nomeadamente TLC e colorimetria. Palavras-chave: Casca de Pinheiro, Extracção, Fenólicos, Taninos Condensados, Caracterização, Adesivos 1. Introdução É essencial caracterizar a composição dos extractos fenólicos. de forma a assegurar o sucesso das suas aplicações. Assim, neste trabalho apresentamos os resultados obtidos no âmbito da caracterização desses mesmos extractos no que se refere aos seus componentes fenólicos, de extractos comerciais de diversas origens e de extractos de Pinheiro obtidos com diferentes tipos de so!ventes. Para tal, optou-se por usar TLC como técnica de separação dos componentes. que poderão ser postenonnente identificados através de técnicas mais sofisticadas (FTIR, RMN). No entanto, é possível reaplicar aquela técnica às fracções separadas, de modo a aumentar a resolução da análise. Em conjunto com as técnicas referidas, foram aplicados ensaios de quantificação de compostos fenólicos (Método de Fo/in- Cioca/teu, designado a partir de agora por F.-C., para fenóis totais - F.T.'s; e várias variantes do método da vanilina para proantocianidinas - P.A.'s). Pretende-se adaptar estes últimos métodos, já que a aplicação de um padrão único se revela inadequada para analisar extractos distintos, devido essencialmente aos diferentes padrões de hidroxilação e do grau de polimerização de extractos de diferentes origensl. Finalmente. usou-se análise elementar de enxofre, de forma a distinguir entre extractos sulfonados (polielectrólitos aniónicos) e não sulfonados (neutros) que obviamente apresentam características bastante distintas . • Autor para o qual a correspondência deve ser endereçada: Tel.: +351239798737; Fax: +351239798703; E-mail- brito@eq.uc.pt 1549