31 PATRIMÔNIO ÍNTIMO: A EXPERIÊNCIA DO AUTÊNTICO NAS ARTES PRIMEIRAS Bruno Brulon 1 Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro 1 Bacharel em Museologia e bacharel e licenciado em História, Mestre em Museologia e Patrimônio, Dou- tor em Antropologia. Professor do Departamento de Estudos e Processos Museológicos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. E-mail: brunobrulon@gmail.com. Intimate heritage: experiencing the au- thentic in the arts prémiers ABSTRACT: In order to be conceived as ‘art’, the ethno- graphic heritage reenacted to the European eyes as “arts prémiers” must have its “au- thenticity” attested by a speciic set of val- ues. The paper analyses the axiological gram- mar, as proposed in the work of Nathalie Heinich, from a perspective of the sociology of value, leading the objects of heritage to be perceived as “arts prémiers” in Europe, and particularly in the case of the Musée du quai Branly, in France. Considering a revision of the references used to think authenticity in the ield of Museology and Heritage, the paper proposes an axiological perspective to investigate patrimonialization and musealiza- tion as social processes. KEYWORDS: Cultural Heritage. Authenticity. Ethnography. Arts prémiers. RESUMO: O patrimônio etnográico, reapresentado aos olhos europeus como “artes primeiras”, para ser pensado como “arte”, deve ser “autenti- icado” por um conjunto de valores especí- icos. O artigo analisa, do ponto de vista da sociologia dos valores, a gramática axiológica, como proposta na obra de Nathalie Heinich, que leva objetos do patrimônio a serem per- cebidos como “artes primeiras” na Europa, e particularmente no caso do Musée du quai Branly, na França. Considerando uma revi- são dos referenciais utilizados para pensar a autenticidade no campo da Museologia e do Patrimônio, o artigo propõe a perspectiva axiológica para investigar a patrimonialização e a musealização como processos sociais. PALAVRAS CHAVE: Patrimônio. Autenticidade. Etnograia. Artes primeiras.