Avaliação do desempenho de algoritmos empíricos globais para a estimativa da concentração de clorofila-a na Plataforma Continental de Santos (SP) Melissa Carvalho 1 Sônia Maria Flores Gianesella 1 Áurea Maria Ciotti 2 Flávia Marisa Prado Saldanha-Corrêa 1 1 Instituto Oceanográfico – USP Praça do Oceanográfico, 191 – CEP: 055660-000 – São Paulo, SP – Brasil {melissa, soniag}@io.usp.br fsalcorr@usp.br 2 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus do Litoral Paulista Praça Infante Dom Henrique, S/N – Parque Bitaru CEP: 11330-900 – São Vicente, SP – Brasil ciotti@csv.unesp.br Abstract. This study evaluates the performance of three global algorithms: OC4V4 and OC2v4 (for SeaWiFS sensor) and OC3 (for MODIS), for chlorophyll-a estimative in the continental shelf off Santos (SP, Brazil). In situ phytoplankton pigments concentration (chlorophyll and carotenoids), colored dissolved organic matter (CDOM), and sea surface reflectance were acquired in 49 stations in October 2005 and March 2006. Spectral reflectance measurements were averaged to simulate the bands from the satellite sensors, SeaWiFS and MODIS, allowing the assessment of global empirical algorithms. In situ chlorophyll concentration and chlorophyll concentration from algorithms were compared by regression analysis. The algorithms showed good performance (R 2 =0.74 for OC4V4, R 2 =0.7573 for OC2v4 and R 2 = 0.7453 for OC3). The three algorithms underestimated chlorophyll concentration between 0 and 2 mg m -3 , but a strong dependence of CDOM and carotenoids concentration was verified with the errors of estimates for all algorithms. Seasonal differences in the algorithms performances were also verified, related to local and seasonal variation in the concentration of CDOM, and the composition of phytoplankton communities Results indicate that a modified algorithm to consider these seasonal variations and the optical properties of CDOM and phytoplankton composition is required for the waters of Santos continental shelf. Palavras-chave: chlorophyll-a, radiometry, continental shelf, Santos, bio-optics algorithms, clorofila-a, radiometria, plataforma continental, Santos, algoritmos bio-ópticos. 1. Introdução Diversos algoritmos têm sido propostos nas últimas décadas para estimativa da concentração de clorofila-a a partir de dados de cor do oceano, incluindo modelos empíricos e semi-analíticos. Com o aumento da concentração de fitoplâncton, a refletância na região do azul diminui, enquanto pouca variação ocorre na região do verde, sendo esse o fundamento dos modelos empíricos robustos mais simples. Estes algoritmos usam, portanto, razões ou diferenças entre as refletâncias nessas duas regiões do espectro (Clark, 1970), como é o caso dos algoritmos globais OC2v4 e OC4V4, desenvolvidos para os dados do sensor SeaWiFS (O'Reilly, 1998), e o OC3, desenvolvido para os dados do sensor MODIS (O'Reilly, 2000). Estes três algoritmos foram desenvolvidos para águas onde a variável óptica predominante é a concentração de clorofila-a (Caso 1), sendo menos eficientes em águas opticamente mais complexas (Caso 2), onde a refletância é influenciada pelo material em suspensão e a matéria orgânica dissolvida (IOCCG, 2000). Além das variações na concentração de MODC, diferenças na composição taxonômica da comunidade fitoplanctônica, tamanho das células, concentração de pigmentos intracelular e concentração de pigmentos acessórios podem explicar diferenças nos espectros de refletância da superfície da água (Ciotti et al., 2002). 6415 próximo artigo Anais XIV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Natal, Brasil, 25-30 abril 2009, INPE, p. 6415-6422.