Transporte de Nitrato Via Percolação e Escoamento Superficial em Nabo Forrageiro Fertigado com Água Residuária da Suinocultura Thaisa Pegoraro 1 , Silvio César Sampaio 2 , Maria Hermínia Tavares 3 , Silvia Renata Machado Coelho 4 , Leocir José Carneiro 5 , Denise Palma 6 1 Bióloga, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PGEAGRI) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), CASCAVEL - PR, thaisapegoraro@gmail.com 2 Engenheiro Agrícola, Docente do PGEAGRI – UNIOESTE, CASCAVEL – PR, ssampaio@unioeste.br 3 Engenheira Química, Docente do PGEAGRI – UNIOESTE, CASCAVEL – PR, mhstavar@gmail.com 4 Agrônoma, Docente do PGEAGRI – UNIOESTE, CASCAVEL – PR, srmcoelho@gmail.com 4 Engenheiro Agrícola, Pós-Graduando, PGEAGRI, UNIOESTE - CASCAVEL – PR, ljaera@hotmail.com 5 Bióloga, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PGEAGRI) da UNIOESTE, CASCAVEL – PR, palmadenise@yahoo.com.br ABSTRACT: The swine production, quite prevalent in southern of Brazil, is highly polluting due the generation of organic load of waste, among which stands out the nitrate ion (NO 3 -N), very soluble in water. This study evaluated NO 3 -N losses in leaching and runoff in the cultivation of oilseed radish (Raphanus sativus L.) with application of swine wastewater (SW) in typical dystrophic soil. It was carried out the parameters pH and NO 3 -N in runoff and leachate of nine lysimeters of drainage in three treatments: no irrigation (T0), irrigation (T1) and fertigation of SW (T2) on an intensity of 450 m 3 .ha -1 during the role cycle of oilseed radish. As a result, it was found higher values of the parameters in the SW treatment, highlighting the needed of further investigations and management of waste applied in soil and release in the environment. KEYWORDS: reuse of water, leaching, runoff, Raphanus sativus L. INTRODUÇÃO No Brasil, anualmente, a carne suína movimenta cerca de 1,6 bilhões de dólares, gerando emprego e renda para cerca de dois milhões de propriedades rurais (Dal Bosco et al., 2008). A Região Sul do Brasil destaca-se por apresentar cerca de 60% da produção nacional, sendo que o Paraná possui 135 mil propriedades suinícolas e um rebanho estimado em 4,5 milhões de animais (Miranda, 2007). Regiões de elevada concentração de suínos normalmente apresentam sérios problemas ambientais, devido à geração de elevadas quantidades de efluentes impactantes, a água residuária da suinocultura (ARS), rica em coliformes e nutrientes, como o nitrogênio (N) e suas formas (Hiragashi et al., 2008). A forma orgânica do nitrogênio na ARS, por exemplo, é convertida em amônia depois da aplicação no solo ou até mesmo durante o armazenamento. Ao atingir o solo, a ARS pode percolar, ficar armazenada nas depressões do terreno ou escoar pela superfície do solo. A amônia geralmente não sofre lixiviação até a zona da raiz, mas pode se converter em nitrato (NO 3 ) que é altamente solúvel e pode mover- se facilmente com a água podendo contaminar águas superficiais e subterrâneas (Costa et al. 1999; Bakhsh et al., 2005; Rossato, 2004). Altas concentrações de nitrato não apresentam relativa toxidez para os adultos, entretanto, podem ser fatais para crianças, pois no sangue, é convertido em nitrito que se combina com a hemoglobina, causando a síndrome do bebê azul. Além disso, outros problemas podem ser causados pela formação de nitrosaminas cancerígenas (Monteiro et al., 2003). O objetivo do presente trabalho é avaliar perdas de nitrogênio na forma de nitrato via percolação e escoamento superficial com a aplicação de ARS no cultivo de nabo forrageiro (Raphanus sativus L.), que apresenta alto potencial na ciclagem de nutrientes (Costa, 1993; Rossato, 2004) e menores potenciais de poluição difusa quanto ao nitrogênio (N) se comparado a aveia (Ceretta et al., 2005; Basso et al., 2005) e milho (Ceretta et al., 2005). MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi instalado no Núcleo Experimental de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, localizada na Rodovia BR 467, Km 101, no município de Cascavel, Paraná, Brasil. O solo da área experimental é