Extração e combinação do conhecimento Extraction and combination of knowledge Rodrigo L. C. Souza, Fabio Campos, Edvar Vilar, Ítalo Nunes, André Neves extração da informação, representação da informação, combinação da informação. A informação se tornou uma moeda na era da globalização, tê-las ao seu alcance e consulta é importante, porém seu valor não pode ser totalmente aproveitado se ela não for adequadamente modelada. Até hoje existe uma dificuldade em como extrair informações de algumas fontes, fontes essas que acumulam muito conhecimento a ser transmitido e por falta de um método eficaz acabam não sendo aproveitadas, ou sendo mal aproveitadas. Nesse trabalho, apresentamos uma proposta de um método para extrair conhecimento através de uma Extensão à Teoria da Matemática das Evidências. Essa extensão possibilita uma combinação mais eficaz destas informações, uma vez que não é o bastante ter muitas informações em mãos, a não ser que se possa tirar alguma conclusão delas. A regra de combinação de evidências adotada consegue combinar de forma satisfatória essas informações sem apresentar resultados contra-intuitivos, além de modelar a incerteza envolvida no processo de uma forma mais clara. Information extraction, combination of information, information representation In our age of globalization the information became a currency, to have them at reach is important, although its value cannot be totally used to our advantage if the information are not adequately modeled. Until today existed a difficulty in extracting information from some sources, sources that could provide much knowledge, but, due to the lack of an efficient method, they finish not being used to our advantage. In this paper we present a method of knowledge extraction through an extension to the Mathematical Theory of Evidence, which makes possible a more efficient combination of these information. This method makes use of rule of evidence combination able to satisfactory combine the information available without the counter-intuitive results of the original process, at the same time being able to represent in the results the quantity of uncertainty coming from the conflict or lack of knowledge. 1 Introdução Para (Matos, 2003), uma informação é apresentada através de signos (gráficos ou fonéticos) e que para possuírem algum valor, faz-se necessário que o mesmo seja decodificado por quem recebe. Podemos ainda conceituar a informação como o conhecimento disponibilizado por alguém em algum meio. A informação é a base de tudo, porém, ainda existe uma dificuldade em como a recolher e analisar da melhor maneira possível. Atualmente, os métodos disponíveis para a análise das informações apenas ignoram a incerteza envolvida no processo. Segundo a taxonomia, inicialmente utilizada por Helton, a incerteza pode ser dividida em dois grandes grupos, a “incerteza subjetiva” e a “incerteza objetiva”. A Incerteza Objetiva corresponde à “variabilidade” que emerge da característica estocástica de um ambiente. Uma vez que, pelo menos a princípio, ela não pode ser reduzida por estudos adicionais (apesar de ser mais bem caracterizada). A Incerteza Subjetiva é a incerteza que advém da ignorância cientifica, incerteza das medições, impossibilidade de confirmação ou observação, censura, ou outra deficiência do conhecimento. A priori, pode ser reduzida por esforços empíricos adicionais. É possível identificar três premissas da incerteza subjetiva advindas das suas próprias evidências e combinações (Campos & Neves, 2007): 1. o desconhecimento explícito; 2. a falta da unicidade na atribuição da crença e a divisão proporcional entre a crença e as hipóteses escolhidas; e, 3. o conflito entre as evidências. O objetivo deste trabalho é apresentar uma alternativa na extração e combinação da informação através da incerteza subjetiva, utilizando o formalismo proposto por Campos,