Bakhtiniana, São Paulo, 8 (1): 255-274, Jan./Jun. 2013 255 Senses of “revolução” and “revolución” in the coup written press of Brazil (1964) and Argentina (1966) / Sentidos de “revolução” e “revolución” na imprensa escrita golpista do Brasil (1964) e da Argentina (1966) / Sentidos de “revolução” y “revolución” en la prensa escrita golpista de Brasil (1964) y de Argentina (1966) María Alejandra Vitale ABSTRACT In this article we cross the theoretical connections that can be established between Bakhtin Circle dialogism and some aspects of the discourse theory of Michel Pêcheux, considering the reading of both made by Jacqueline Authier-Revuz in the frame of her proposal about enunciative heterogeneities. We also try to describe the senses of the word "revolução" in O Globo and Folha de S. Paulo related to the Brazilian coup d’état of March 31st, 1964 and compare it to what happened in the Argentinean press with the word "revolución" facing the military coup of June 28th, 1966. KEYWORDS: Dialogism; Heterogeneity; Revolution; Brazilian and Argentine coup discursivities RESUMO Neste artigo percorremos as conexões teóricas que podem ser estabelecidas entre o dialogismo do Círculo de Bakhtin e alguns aspectos da teoria do discurso de Michel Pêcheux, considerando a leitura que Jacqueline Authier-Revuz fez de ambos em sua proposta sobre as heterogeneidades enunciativas. Também nos propomos a descrever os sentidos adquiridos pela palavra “revolução” nos editoriais e comentários dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo que tematizaram no Brasil o golpe de Estado de 31 de março de 1964 e compará-los com o que aconteceu na imprensa escrita argentina com a palavra “revolución” frente ao golpe militar de 28 de junho de 1966. PALAVRAS CHAVE: Dialogismo; Heterogeneidade; Revolução; Revolución; Discursividade golpista brasileira e argentina RESUMEN En este artículo recorremos las conexiones teóricas que pueden ser establecidas entre el dialogismo del Círculo de Bakhtin y algunos aspectos de la teoría del discurso de Michel Pêcheux, considerando la lectura que hizo de ambos Jacqueline Authier-Revuz desde su propuesta sobre las heterogeneidades enunciativas. Nos proponemos, asimismo, describir los sentidos que adquirió la palabra “revolução” en los editoriales y comentarios de O Globo y Folha de S. Paulo que tematizaron en Brasil el golpe de Estado del 31 de marzo de 1964 y compararlos con lo que sucedió en la prensa gráfica argentina con la palabra revoluciónante el golpe militar del 28 de junio de 1966. PALABRAS CLAVE: Dialogismo; Heterogeneidad; Revolução; Revolución; Discursividad golpista brasileña y argentina Professor at Universidad de Buenos Aires UBA, Buenos Aires, Argentina; vitaleale@fibertel.com.ar