Os apelidos na Capoeira e na política recente Claudio Henrique de Castro No interior do Paraná é conhecida a história numa cidade do na qual ninguém passa imune a apelido. Reza a lenda que um sujeito hospedou- se no único hotel da cidade e se trancou no quarto apostando que não receberia apelido algum. Apenas aparecia na janela do quarto, de quando em quando. Passou uma longa semana no hotel. Foi apelidado de Cuco, em referência ao relógio Cuco no qual o passarinho sai por uma janelinha, na batida das horas. Nas campanhas eleitorais alguns apelidos são inesquecíveis: Bind Laden, Pó Royal, Mister M, Terapeuta do Jaleco Cor de Rosa, Delegata, Hot Hot do Amendoin, Mãe da Igreja, Zé Coador, Tiãozinho Cuem Cuem, Pé de Chumbo, Nozinho e Socorro Sanfoneira. A recente superplanilha da Construtora Odebrecht e o seu Departamento de Infraestrutura, contém 279 políticos distribuídos em 22 partidos: PT (75), PMDB (45), PSDB (33), PP (23), PSB (22), DEM (15), PSD (11), PDT (10), PPS (7), PV (7), PC DO B (7), PSC (4), PR (3), PTB (3), PTN (3), PRB (2), PT DO B (2), SD (1), PSOL (1), PPL (1), PTB (1), PRP (1), PTC (1), PCB (1). Vamos a alguns personagens e seus supostos apelidos: Adão Villaverde (PT-RS), o EVA”; Cassio Cunha Lima, o POETA”; Cid Gomes, o “FALSO”; Daniel Almeida (PCdoB-BA), o “COMUNA”; Eduardo Cunha (PMDB-RJ) o “CARANGUEJO”; Eduardo Paes (RJ), o “NERVOSINHO”; Edvaldo Brito (BA), o “CANDOMBLÉ”; Humberto Costa (PE), o “DRÁCULA”; Jacques Wagner, o “PASSIVO”; Jarbas Vasconcelos Filho, o “VIAGRA”; Jorge Picciani o “GREGO”; José Fortunati, o “RICO”; José Sarney (AP), o “ESCRITOR”; Lindemberg Farias (RJ), o “LINDINHO”; Manuela d´Ávila (PCdoB-RS), o “AVIÃO”; Marconi Perillo, o “CASERO”; Nelson Pelegrino (PT-BA), o “PELÉ”. Paulo Garcia (PT), o “PASTOR”; Raimundo Colombo, o “OVO”; Randolf Rodrigues, o “MÚMIA”; Raul Jungmann (PPS-PE), o “BRUTO”; Renan Calheiros, o “ATLETA”;