Gestores de Pequenas Empresas: Estudo do Papel e das Funções Gerenciais Anderson Soncini Pelissari 1 1 Rosângela Maria Vanalle 2 1,2 Inayara Valéria Defreitas Pedroso Gonzalez 3 1,2 anderson.pelissari@terra.com.br .1 rvanalle@unimep.br .2 inayara.gonzalez@terra.com.br .3 1 Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contab., Economia e Finanças (FUCAPE) - Vitória, ES, Brasil, Faculdade Novo Milênio - Vila Velha, ES, Brasil Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória, ES, Brasil 2 Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) - Santa Bárbara D´Oeste, SP, Brasil 3 Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contab., Economia e Finanças (FUCAPE) - Vitória, ES, Brasil RESUMO A capacidade de liderar eficazmente, gera a qualidade, melhor desempenho, produtividade, relações bem sucedidas e conseqüentemente maior lucratividade para a organização em que o Líder atua. Dessa forma, esse artigo tem como objetivo analisar como os gerentes de um pólo de confecções exercem as suas funções gerenciais, para isso, são avaliados os seguintes itens: desenvolvimento de competências gerenciais; papel e funções gerenciais; decisões estratégicas; apoio externo; planejamento das atividades; entre outros aspectos relevantes. Sendo utilizada para a pesquisa, conceitos de revisão literária e uma pesquisa de campo, envolvendo 48 micros e pequenas empresas do pólo de confecção da Glória, Município de Vila Velhas-ES. Palavras-chave: Micro e pequena empresa. Decisões estratégicas. Pólo de confecções. 1. INTRODUÇÃO Nos últimos anos uma nova concepção de empresa foi se cristalizando e, por suas características, vem sendo chamada de holística, ou seja, global, plena, sem limites. Administrar uma empresa nestes dias tão difíceis requer novas habilidades e novas idéias sobre a própria empresa. Eufrásio (1994), afirma que a intuição substituirá o planejamento, a empresa formal será substituída pela flexibilidade, a chefia pela liderança e controle pelos valores, revolucionando não só o que se entendia como empresa, como também sua gestão. O empresário desses novos tempos deverá ter uma visão global e agir localmente, reconhecer a importância das variáveis, saber fazer prognósticos antes que outros façam, ajustar-se as exigências das mudanças e conhecer profundamente seu negócio. Construir uma administração empreendedora é a principal tarefa política desta geração. As pessoas devem estar dispostas a rever seus valores e métodos e a desenvolver um novo entendimento de seu papel nas relações de trabalho. Precisam gerenciar e administrar seus problemas de diferentes formas, decodificando o sentido banal e abstrato para se ter uma visão mais ampla e profunda do que esta acontecendo. Atualmente, fala-se muito sobre gerente “coach” que, em inglês, significa treinador, orientador, aquele que assume uma postura de educador, portanto, acreditando na possibilidade de transformação das pessoas em detrimento do velho estilo de gerenciamento