ESTUDO LABORATORIAL DE MISTURAS DE SOLO TROPICAL, ESTABILIZANTES QUÍMICOS E FOSFOGESSO ANIDRO Millena Vasconcelos Silva Universidade Federal de Goiás Escola de Engenharia Civil Tallyta da Silva Curado Universidade Federal de Goiás Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil, Escola de Engenharia Civil, Lilian Ribeiro de Rezende Universidade Federal de Goiás Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil, Escola de Engenharia Civil, Edson de Moura Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia de Transportes, Escola Politécnica da USP. RESUMO Em Goiás, ainda há escassez de vias pavimentadas ou existência de vias que necessitam de reparos. Visando suprir essa necessidade procura-se utilizar materiais regionais. Entretanto, o solo tropical abundante na região muitas vezes não é adequado para base e sub-base de pavimento, exigindo adição de outros materiais que nem sempre estão disponíveis facilmente. Nessa linha, alguns resíduos sólidos gerados na região têm sido estudados. Como exemplo tem-se o fosfogesso, que é um subproduto da obtenção de ácido fosfórico nas fábricas de fertilizantes, e sendo objeto de estudo misturado ao solo regional visando melhorar o desempenho deste. Tem-se verificado o aumento da resistência do solo com adição de uma parcela de fosfogesso, e melhor comportamento das misturas com incorporação de estabilizantes químicos como cimento e cal. Porém, a expansão observada até então, ultrapassava os limites aceitáveis. O fosfogesso produzido na região é classificado como di-hidratado e pode sofrer alterações quando submetido a temperaturas maiores que 70°C, chegando ao estado anidro acima de 120°C. O objetivo deste trabalho é estudar o comportamento de misturas de fosfogesso com solo tropical, cal e cimento para aplicação em obras de pavimentação comparando o uso de fosfogesso di-hidratado com o anidro. Para isso, foram estudadas as seguintes misturas: fosfogesso (91%) + cal (9%), fosfogesso (91%) + cimento (9%), fosfogesso (11%) + solo fino (80%) + cal (9%), fosfogesso (11%) + solo fino (80%) + cimento (9%), tanto com o fosfogesso di-hidratado como com o anidro. Realizaram-se os seguintes ensaios laboratoriais: análise granulométrica com e sem uso de defloculante, determinação da massa específica, limites de Atterberg, compactação, ensaio de expansibilidade, compressão simples e com aparelho triaxial dinâmico sem e com cura de 7 e 28 dias. Pode se verificar desempenho melhor em resistência e expansibilidade com o uso de fosfogesso anidro ao invés de di-hidratado. Palavras-chave: Ensaios de laboratório; Estabilização Química; Materiais de Pavimentação. ABSTRACT In Goias, there are still unpaved roads or pavements that need rehabilitation. The use of local materials aims to solve this situation. However, the abundant region tropical soil is not often appropriate for pavement base and subbase, requiring addition of other materials which are not always available. In this theme, some solid wastes generated in the region have been studied. An example is the phosphogypsum which is a by-product of phosphoric acid obtained from fertilizer industries, and being object of study mixed with the regional soil to improve its performance. It has been found the soil resistance increase with the addition of a phosphogypsum portion and better performance of mixtures with chemical stabilizers incorporating as cement and lime. However, the swelling observed exceeds the acceptable limits. The phosphogypsum produced in the region is classified as dihydrate and may change when subjected to temperatures higher than 70 °C, reaching a dry state above 120 °C. The objective of this work is to study the behavior of mixtures of phosphogypsum with tropical soil, lime and cement for use in pavements and comparing the use of phosphogypsum dihydrate and anhydrous. For this, the following mixtures were studied: phosphogypsum (91 %) + lime (9 %), phosphogypsum (91 %) + cement (9 %), phosphogypsum (11 %) + fine soil (80 %) + lime (9 %), phosphogypsum (11%) + fine soil (80 %) + cement ( 9%), both dihydrate phosphogypsum as the anhydride. The following laboratory tests were done: grain size analysis with and without use of dispersant, density, Atterberg limits, compaction, swelling test, simple compression and dynamic triaxial with and without cure of 7 and 28 days. One can noted the better resistance and swelling performance for the anhydrous phosphogypsum instead of the dihydrate.