1 Departamento de Geologia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Rio de Janeiro (RJ), Brasil. E-mail: pdules@ geologist.com; rajtrouw@hotmail.com.br; julio@geologia.ufrj.br 2 Institut für Geowissenschaten - Goethe Universität Frankfurt am Main. E-mail: gerdes@em.uni-frankfurt.de *Corresponding author Manuscrito ID 29863. Recebido em: 29/11/2012. Aprovado em: 23/10/2013. ABSTRACT: he Marins Granite forms an ellipsoidal body that crops out along the border between São Paulo and Minas Gerais sta- tes. It intrudes meta-sedimentary and meta-igneous rocks of Neopro- terozoic age, belonging to the Socorro Nappe and Embu Complex, in the interference zone between the Brasilia and Ribeira fold belts. Geochemical analyses indicate a high-K calc-alkaline signature, weakly peraluminous, type I character, poorly diferentiated with restricted silica range and similar rare earth element patterns enriched in light rare earth elements. Two lithofacies were deined: (1) Marins facies, predominantly inside the body, isotropic, light gray with inequigra- nular porphyritic texture containing euhedral to subhedral microcline phenocrysts (< 1 cm), and (2) Mendanha facies, restricted to the border zone of the body, are pinkish with elongated microcline phenocrysts and aligned biotite grains, deining a deformational foliation. Neody- mium isotopes point to a crustal signature, revealed by a ε Nd(0.6) : -10.4. T DM ages indicate a paleoproterozoic source. U-Pb LA-ICPMS ages in zircon yielded concordia crystallization ages of 606.9 ± 1.9 Ma for the Mendanha facies and 603.7 ± 4.8 Ma for the Marins facies. hese ages are consistent with the interpretation that the Marins Granite is a late to post-collisional body with respect to the collision of the sou- thern Brasília Belt, also reinforced by the location of the granite in the upper plate (Socorro Nappe), a few tens of kilometers away from the suture. he apparent lack of deformation related to collision in the Ribeira Belt (590 – 570 Ma), in the Marins facies, after crystallization of the body, is interpreted as the result of its rheological behavior, more resistant to deformation than the surrounding schists, similar to the behavior of a pre- or syntectonic porphyroblast. KEYWORDS: post-collisional granitoid; geochemistry; LA-ICP-MS method; Neodymium isotopes RESUMO: O granito Marins, de forma elipsoidal, aflora ao lon- go da divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais e in- trude rochas neoproterozoicas para e ortoderivadas pertencentes à Nappe Socorro e ao Complexo Embu na zona de interferência entre as Faixas Brasília e Ribeira. Esse corpo é cálcio-alcalino de alto K, fracamente peraluminoso de caráter tipo I pouco diferenciado. Apresenta restrita variação de sílica e padrões similares de ETR, enriquecidos em ETRL. Duas litofácies foram definidas: 1) fácies Marins, predominante no interior do corpo, isotrópica, cinza-clara, inequigranular porfirítica com fenocristais euédricos a subédricos de microclina (< 1 cm) e 2) fácies Mendanha, restrita à zona de borda do corpo, rosada, com fenocristais alongados de microclina e grãos de biotita alinhados definindo uma foliação deformacional. Isotópos de neodímio apontam assinatura crustal, revelada por valor de ε Nd(0.6) : -10.4 e idade TDM paleoproterozoica. Datações U-Pb LA-ICPMS em zircão forneceram idades concordia de cristalização de 606,9 ± 1,9 Ma para a fácies Mendanha e 603,7 ± 4,8 Ma para a fácies Marins. Desta forma, o Granito Marins é correlacionado a eventos tardi a pós-colisionais da Faixa Brasília meridional. Tal interpretação é reforçada por sua localização dentro da placa supe- rior (Nappe Socorro), a poucas dezenas de quilômetros da sutura. A aparente ausência de deformação na fácies Marins relacionada à deformação da Faixa Ribeira é interpretada como resultado do seu comportamento reológico mais resistente à deformação. Por essa razão, interpreta-se que a deformação relacionada à colisão na Faixa Ribeira, posterior à cristalização do corpo, está concentrada nas encaixantes e na fácies Mendanha. PALAVRAS-CHAVE: granito pós-colisional; geoquímica; método LA-ICP-MS; isótopos de Nd. Marins Granite (MG/SP): petrography, geochemistry, geochronology, and geotectonic setting Granito Marins (MG/SP): petrograia, geoquímica, geocronologia e contexto geotectônico Patrícia Anselmo Dules 1 *, Rudolph Allard Johannes Trouw 1 , Julio Cezar Mendes 1 , Axel Gerdes 2 DOI: 10.5327/Z2317-48892013000300006 ARTICLE 487 Braz. J. Geol., São Paulo, 43(3): 487-500, September 2013