História Antiga I Professora: Renata Senna Garrafoni Curso de História - Licenciatura e bacharelado Grupo: Gabriel Ferreira, Gabriel Mewes, Jacqueline Reis, Luísa Moratelli, Luiz Fernando Tobias, Rafael Garcia. FUNARI, P.P.A. Guerra do Peloponeso. In: MAGNOLI, DEMÉTRIO (organizador). História das Guerras. Ed. Contexto. 2006. Pag. 19 45. Pedro Funari possui ampla experiência de tutoria em mais de 10 universidades, das quais muitas são estrangeiras. Possui graduação em História, mestrado em Antropologia e doutorado em Arqueologia, todos pela USP, com especialização em História Antiga. O livro História das Guerras é dividido em 18 capítulos. Participam do livro diferentes historiadores, e a cada cabe a escrita do próprio capítulo. A obra reúne uma coletânea de importantíssimas guerras que influenciaram civilizações e momentos da história humana, explica-se desde a Guerra do Peloponeso da antiguidade até a Guerra do Golfo. O capítulo Guerra do Peloponeso, dividido em 12 subtítulos, escrito por P.P.A. Funari, será abordado nesse trabalho. A Guerra do Peloponeso (460 a 455 a.C. e de 431 a 404 a.C.), uma disputa territorial e política entre Atenas e Esparta, é considerada de extrema importância histórica, pois foi o primeiro grande conflito em um contexto democrático. Além do sentido político, houve várias inovações militares que serviram de inspiração para outros exércitos, como o romano e o macedônico. O conflito foi narrado pelo historiador Tucídides em sua obra “História da Guerra do Peloponeso”, o primeiro narrador ocular. É preciso, antes de falar sobre a Guerra, contextualizar o mundo grego. Não havia uma unidade política, econômica ou linguística grega, mas várias cidades- estados independentes politicamente, chamadas póleis, com seus próprios dialetos, modos de governo e economias. Tinham somente a religião e os poemas homéricos em comum. Devido a esses fatores, conflitos entre essas cidades eram comuns e seguiam o modelo estrutural de ligas e alianças. Duas póleis se destacaram das demais, e são as mais comumente estudadas: Atenas e Esparta. Atenas era uma grande potência marítima e comercial, vivia um regime democrático instaurado por Clístenes e era uma cidade voltada às artes. Esparta era uma grande potência militar, principalmente terrestre, e agrícola e o modo de vida dos cidadãos dessa pólis aristocrática era basicamente voltado à educação militar. Entre os anos de 490 e 449 a.C. os gregos estavam em guerra contra os persas que queriam dominar as cidades gregas da Jônia. Devido a isso, foi criado em 481 a.C. uma liga militar entre as cidades chamada Liga Helênica, na qual participavam todas as principais cidades gregas. Entretanto, outra liga havia sendo formada desde o século VI a.C., a liga do Peloponeso, entre Esparta e outras poucas cidades. Por quais motivos, mais específicos, a liga teria sido feita, o texto não comenta. Além do desejo de Esparta de continuar uma potência militar e se contrapor ao crescimento de Atenas e sua