O Grande Hospital Sanatório de Lisboa (Vasco Regaleira, 1936-1946): megalomania arquitectónica sanatorial ou tipifi cação experimentalista do maior hospital português? José Carlos D. R. Avelãs Nunes j.avelasnunes@hotmail.com [comunicação apresentada a] 3.º ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS E DA TECNOLOGIA, Universidade de Évora, 26-28.09.2012. Évora. [referência] Avelãs Nunes, José Carlos Duarte Rodrigues. O Grande Hospital Sanatório de Lisboa (Vasco Regaleira, 1936-1946): megalomania arquitectónica sanatorial ou a tipificação experiencial do maior hospital português?. In: 3.º ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS E DA TECNOLOGIA, 2012. Évora. Livro de resumos do 3.º Encontro Nacional de História das Ciências e da Tecnologia. 2012. Resumo A tuberculose em Portugal assolou grande parte da população, enquanto pandemia e flagelo social, conciliando um diagnóstico de morte eminente ou agonizante sofrimento com um alargado comprometimento entre medicina e arquitectura. A arquitectura, disciplina aliada a esta doença desde os primórdios das tentativas de terapia – falhadas – desde a segunda metade do século XVIII aos anos 40 do século seguinte, assegurou um papel de protagonista nos métodos paliativos obrigatoriamente prosseguidos pelas vigentes técnicas e conhecimentos médicos, a nível nacional e internacional. No caso de Portugal, não foi diferente: desde a Monarquia Constitucional ao Estado Novo tomaram lugar medidas de profilaxia e tratamento da doença, de mão dada com os médicos mais conceituados. As primeiras referem-se principalmente ao desenvolvimento da arquitectura como abrigo, passando pelo efeito de contentor meramente profiláctico, até ao grande desenvolvimento dos fármacos tuberculostáticos de grande espectro e com altas taxas de sucesso, em que a edificação e projecto de grandes e 49