Anais do I Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica 1 As relações nominativas entre homem e paisagem e a influência do ciclo do ouro nas toponímias da baia de Paranaguá João Vitor Meza Bravo Departamento de Geografia - Universidade Estadual de Maringá - jvmbravo@gmail.com Fernando Luiz de Paula Santil Departamento de Geografia - Universidade Estadual de Maringá - flpsantil@uem.br Claudia Robbi Sluter Departamento de Geomática – Pós-Graduação em Ciências Geodésicas Universidade Federal do Paraná robbi@ufpr.br RESUMO O estudo das toponímias na história da cartografia é um dos meios que lingüistas utilizam para observar o desenvolvimento de uma língua, uma cultura. A Geografia por ser uma ciência multidisciplinar se vale dessas metodologias com o intuito de observar o desenvolvimento das relações do homem com a paisagem, e os traços marcantes de uma cultura. Na presente pesquisa utilizou-se da classificação dos topônimos existentes nos mapas antigos quanto a sua natureza física ou antropocultural. Dos resultados, pode-se ressaltar que: a categorização dos topônimos existentes nos mapas históricos, especificamente na região da baía de Paranaguá, estruturando-os de acordo com os interesses geográficos, observou-se uma tendência à designação dos topônimos nas taxeonomias de natureza física e, em sua maioria, de estrato lingüístico português. Desse levantamento, detectou-se a importância do meio físico nas decisões nominativas tomadas pela população habitante daquela região. PALAVRAS-CHAVE: Toponímias, cartografia histórica, Paranaguá, ciclo do ouro. I - INTRODUÇÃO O estudo das toponímias na história da cartografia é um dos meios que lingüistas utilizam para observar o desenvolvimento de uma língua, uma cultura. Segundo Dick (1996, p.301-302), o estudo das toponímias com o auxilio da cartografia permite que “se possa perceber a evolução não apenas quantitativa dos nomes, mas também qualitativa, entendido o termo na diversidade de estratos motivadores”. A pesquisa