International Congress of Critical Applied Linguistics Brasília, Brasil 19-21 Outubro 2015 157 AS AÇÕES DE FORMAÇÃO PROMOVIDAS PELAS SEEDF: REFLEXÕES SOBRE GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL À LUZ DA ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA Carolina GONZALEZ carolgonzalezmestrado@gmail.com Universidade de Brasília (UnB) RESUMO O presente trabalho dialoga e faz parte das análises que compõem meu projeto de doutorado intitulado “Identidade de gênero no espaço escolar: Possibilidades discursivas para a superação da heteronormatividade”, no qual estabeleço como objetivo geral verificar como são representadas as identidades de gênero social, para além das identidades heteronormativas, no espaço escolar. Constituem-se como objetivos específicos verificar se ocorre o apagamento de identidades que fogem à heteronormatividade discursivamente, perceber a escola como ambiente de reprodução de habitus incorporados pela sociedade, mas buscar caminhos para a superação destes habitus, compreender a natureza da dominação de gênero social de forma ampla. Para tanto, faz-se necessária a proposição de uma pesquisa qualitativa e de cunho etnográfico (Denzin e Lincoln,2006) e utilização de ferramentas da etnografia crítica de (Denzin e Lincoln, 1994; 2006), com a minha inserção no espaço escolar a fim de verificar quais as representações discursivas estão em curso. Como campo de trabalho escolhi a Secretaria de Educação do Distrito Federal que, com a publicação de seu Currículo em Movimento (2013) estabelece como prioridade o trabalho com temáticas relativas a gênero e sexualidade. A fim de verificar como ocorrem as ações materiais de consolidação dos compromissos que estão firmados no documento que oficializam a atuação da Secretaria, sugeri uma triangulação metodológica proposta para essa pesquisa, na qual sejam desenvolvidas observações de campo e entrevistas para verificar de fato quais ações estão sendo desenvolvidas na prática e no cotidiano da SEEDF, uma vez que é firmado no documento o compromisso com ações que não fiquem apenas no campo do documento, mas que transformem, de fato, o cotidiano escolar. Apresentarei no congresso conclusões preliminares de observações de campo que venho desenvolvendo em especial em dois eventos de formação que a Secretaria de Educação oferece: Os cursos estruturantes, em especial na fase de apresentação das temáticas de gênero e diversidade sexual e o Curso Cinediversidade. Como referencial teórico utilizo as contribuições da Análise de Discurso Crítica (Fairclough, 2001; 2003), Resende e Ramalho (2006; 2011) e o arcabouço teórico da ADC (Chouliaraki e Fairclough, 1999). Palavras-chave: Identidade de gênero; Formação de professores; Análise de discurso crítica. 1. ANÁLISE DE DISCURSO CRÍTICA E METODOLOGIA Fairclough (2012) argumenta que guarda certas reservas com relação ao conceito de método. Para o autor “Não é difícil pensar em método como uma espécie de habilidade transferível se considerarmos a definição do termo como uma técnica, uma ferramenta