167 Pensamentos e práticas autoritárias: uma análise da ascensão investigativa sobre o Integralismo Leandro Pereira Gonçalves * Recebido e aprovado em 1 de setembro de 2010 BERTONHA, João Fábio. Bibliograia orientativa sobre o In- tegralismo (1932-2007) . Jaboticabal: Funep, 2010. 92p. Há aproximadamente vinte anos, se alguém chegasse a algum centro de discussão investigativa e dissesse que era um pesquisador do Integralismo, sem dúvida seria visto com um ar de desconiança, principalmente por ser um momento em que o historiador tinha uma preocupação exaustiva com a História Social e Econômica, não havia um olhar para a História Política. Analisar o movimento Integralista e suas relações no meio acadêmico é algo relativamente novo, mas está dentro de um contexto de franca ascensão. Ao falar do Integralismo, pensa-se inicialmente em relações de práticas autoritárias e ditatoriais com atrelamentos fascistas, mas na verdade é possível identiicar diversas outras questões dentro do mo- vimento que pode ser considerado um dos grandes objetos de estudos da política do século XX, principalmente pelo forte crescimento nos anos 1930 através da Ação Integralista Brasileira (AIB). A continuidade da militância em um momento em que tais práticas não eram comuns após a Segunda Guerra Mundial com do Partido de Representação Popular (PRP) é algo que merece atenção, pois teve a capacidade de sobreviver na política por duas décadas. Com a dissolução do PRP, pensou-se que determinadas fontes ideológicas seriam extintas, mas a presença de um governo ditatorial no Brasil e a manutenção dos componentes ideológicos nacionalistas de cunho autoritário per- maneceram, inluenciando, assim, o surgimento dos denominados * Doutorando em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Contato: leandropgoncalves@gmail.com