TOXIDADE AGUDA DO EUGENOL PARA JUVENIS DE PIAVUÇÚ (Leporinus macrocephalus) Luiz Vítor Oliveira Vidal * , Wilson Massamitu Furuya, Thêmis Sakaguti Graciano, Christiano Rodrigues Schamber, Lilian Carolina Rosa da Silva, Lilian Dena dos Santos e Sandra Regina de Souza *Universidade Estadual de Maringá (UEM), Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringá, PR. E-mail: luizvitor.vidal@gmail.com Resumo Dois trabalhos foram realizados para estimar a toxidade aguda do eugenol em juvenis de piavuçú. Foram utilizados 150 peixes foram submetidos a cinco concentrações de eugenol (25; 37,5; 50; 62,5; 75 mg/L) durante 600 segundos e 150 submetidos a 37,5 mg/L durante cinco intervalos (300; 600; 900; 1200; 1500 segundos). Foi constatada influência das concentrações no efeito do anestésico sobre os peixes, as DL aos 600 segundos foram DL01 25,21 mg/L, DL50 45,13 mg/L, DL99 65,05mg/L e os Tempos de Dose Letais (TDL) estimados foram TDL01 322,8 segundos, TDL50 854,9 segundos e TDL99 1386,9 segundos. Introdução Os peixes são facilmente estressados durante o manuseio em situações corriqueiras em piscicultura como: biometria, transporte, reprodução induzida. A atenção e preocupação com o significado do estresse em piscicultura têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, principalmente por seus efeitos negativos na produção (Urbinati & Carneiro, 2005). Substâncias anestésicas são frequentemente utilizadas para reduzir a hipermotilidade, facilitando o trabalho com os animais, além de reduzir o estresse causado pela manipulação dos peixes (Inoue et al., 2005). Segundo Roubach & Gomes (2001) a indução deve levar de um à três minutos e recuperação não deve ultrapassar cinco minutos, quando se considera a anestesia necessária à biometria. O piavuçú (Leporinus macrocephalus), espécie nativa da bacia do Paraguai e Paraná, apresenta boa aceitação no mercado, conhecido na pesca esportiva e por colecionadores de peixes ornamentais. Esta espécie apresenta comportamento agitado durante o manejo em que se encontram restritos a pequenos espaços, podendo apresentar ferimentos ao final dos procedimentos (Tataje & Zaniboni Filho, 2005). O objetivo deste trabalho foi estimar a Concentração Letal (CL) do eugenol para juvenis de piavuçú expostos ao anestésico durante 600 segundos e o Tempo de Concentração Letal (TCL) do anestésico na para a anestesia profunda. Material e Métodos Foram utilizados juvenis de piavuçú (1,77 + 0,69g). Para adaptação, os peixes foram mantidos em duas caixas de 250 L durante sete dias, com aeração constante, sendo fornecida ração extrusada (Supra Peixe Juvenil ® ) com 42% de proteína bruta, desintegrada em moedor de carne, selecionando-se os grânulos retidos em malha de um milímetro. Os peixes foram alimentados duas vezes ao dia, às 8:00 e 16:00 horas, à vontade sete dias por semana.