II Simpósio Nacional de Engenharia de Pesca e XII Semana Acadêmica de Engenharia de Pesca – 30 de agosto a 03 de setembro de 2010 ENERGIA DIGESTÍVEL DO ÓLEO DE SOJA PARA TILÁPIA DO NILO (Oreochromis niloticus) NA FASE DE TERMINAÇÃO Dacley Hertes Neu 1 , Wilson Rogério Boscolo 2 , Ligiele Anne Roque 3 , Tatiane Andressa Lui 4 , Guilherme Wolff Bueno 1 , Aldi Feiden 2 e-mail: dacley@gemaq.org.br 1 Mestrando de Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE – Toledo PR. 2 Professor adjunto da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE – Toledo PR. 3 Acadêmica do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE – Toledo PR. 4 Acadêmica do curso de Química da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE – Toledo PR. Palavras-chave: digestibilidade, avaliação de ingredientes, nutrição de peixes Resumo: A utilização do óleo de soja em dietas práticas para peixes é uma técnica muito difundida principalmente para suprir a demanda energética de peixes cultiváveis. O objetivo deste trabalho foi verificar o coeficiente de digestibilidade do óleo de soja para tilápias do Nilo na fase de terminação. O estudo foi conduzido no laboratório de Digestibilidade do Grupo de Estudos de Manejo na Aquicultura – GEMAq da Universidade Estadual do Oeste do Paraná por um período de 30 dias. Foram dispostas 40 tilápias adultas em quatro cubas de 200 litros num delineamento em blocos inteiramente casualizados. As tilápias do Nilo nesta fase de vida aproveitam 76,30% da energia bruta do óleo de soja, disponibilizando 7205,97 kcal de energia digestível por kg do produto aos animais. Introdução As exigências de lipídeos apresentam maior variação que as protéicas entre as diferentes espécies de peixes (ANIDO, 2006). Atualmente, grande parte do conhecimento, no que se refere ao requerimento de lipídeos deve-se a trabalhos realizados com salmonídeos, ciprinídeos, linguados e siluriformes (SARGENT et al., 1999). O óleo de soja é encontrado com facilidade e com a sua utilização há a contribuição indireta para a diminuição da pressão da pesca sobre espécies forrageiras que seriam utilizadas para o processamento de óleos de peixes, principalmente para espécies carnívoras. Para tilápias, os teores de energia digestível já estão esclarecidos, entretanto alguns ingredientes ainda estão sendo testados para que possam ser aproveitados de melhor maneira possível, no intuito de minimizar os custos e diminuir as excretas no ambiente de cultivo. Os estudos de digestibilidade com peixes tornam-se um dos mais importantes instrumentos para avaliação de nutrientes, pois baseiam-se não somente na composição química, mas também na quantidade de nutrientes e energia que o peixe pode assimilar e converter em músculo, e dessa forma diminuir o risco de incidentes causados pelo excesso do lançamento de efluentes no meio aquático. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os coeficientes de digestibilidade do óleo de soja para tilápias do Nilo na fase de terminação.