A arte teatral como elemento de formação Clenio Lago * William Kerischka Baista de Lima ** Resumo O presente arigo busca analisar a arte teatral como elemento formador das relações sociais e da psique humana. Para isso, dividiu-se a pesquisa em três etapas. A primeira etapa compreendeu uma invesigação bibliográica, composta por autores que debatem sobre a arte e sua inluência na for- mação do humano como ser social. O segundo momento compreendeu entrevista com nove pessoas com vínculos disintos ao teatro, a parir de um quesionário semiestruturado sobre a experiência da arte teatral e formação. Após a pesquisa de campo, as respostas foram analisadas com base na revisão teórica. Dessa forma, foi possível fomentar nossa discussão inicial que pariu do pressuposto da crise de referenciais, em que as diferenças reclamam os seus espaços e o homem é chamado a se reinventar diante dos novos desaios do empobrecimento da experiência nos processos de formação e adversida- des, evidenciando a experiência da arte teatral como abertura ao novo, à formação críica. Palavras-chave: Arte. Teatro. Formação. 1 INTRODUÇÃO A parir do criar, do lançar-se no jogo criaivo, a pessoa pode visualizar, por meio da arte, novas possibilidades no âmbito da cultura, da ciência, do conhecimento, da educação, da formação. Nesse quadro, o teatro, repleto de expressões corporais, faciais, musicais, poéicas e literárias, mostra-se como aspecto vigoroso e dinâmico da arte. Sua gradaiva paricipação pode contribuir no âmbito social e em maior equilíbrio emocional. Assim, arte tem sua função social cada vez mais prolongada como opção para um coidiano adverso, exige a execução de papéis. Se historicamente a arte esteve marcada em três grandes diferentes discursos – ilosóico, teo- lógico e cieníico –, estando orientada a parir destes, somente, em alguns momentos, ela aparece desvinculada/solta, como autônoma, o que decorre da crise da modernidade, do modo metaísico de pensar, em que estéica assume a condição de paradigma. Assim, nesse momento de crise de referenciais, em que as diferenças reclamam os seus espaços e o homem é chamado a se reinven- tar diante dos novos desaios, das adversidades, a arte reaparece no cenário, como elemento de abertura ao novo, à formação críica. Nesse senido, pergunta-se: Pode a arte consituir-se como elemento de formação social e com isso, da psique humana? _________ * Professor de Filosoia e Filosoia da Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina; Professor colaborador do Mestrado em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina Campus de Joaçaba. Doutor em Educação pela Pon- iícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. cleniolago@yahoo.com.br ** Bolsista da Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campus de São Miguel do Oeste pela Fonte de Financiamento Arigo 170. Unoesc & Ciência – ACSA, Joaçaba, v. 3, n. 1, p. 65-78, jan./jun. 2012 65