FREQÜÊNCIA DE ARRAÇOAMENTO PARA ALEVINOS DE PIAPARAS Leporinus elongatus Aldi Feiden*, Micheli Zaminhan, Jakeline Marcela Azambuja de Freitas, Tatiane Andressa Lui, Elenice Souza dos Reis e Wilson Rogério Boscolo *UNIOESTE - Campus Toledo / GEMAq. E.mail: aldi@unioeste.br RESUMO Este estudo teve por objetivo determinar a melhor freqüência de arraçoamento necessária para maximização no desempenho e sobrevivência de alevinos de piapara Leporinus elongatus. O experimento foi realizado no Laboratório de Aqüicultura da UNIOESTE, com duração de 35 dias. Foram utilizados 72 alevinos de piapara L. elongatus, com peso inicial médio 0,46 ± 0,18 g, distribuídos em 24 aquários com capacidade para 10L, com quatro tratamentos e seis repetições, num delineamento inteiramente casualizado. Os animais foram alimentados com uma ração pastosa formulada à base de milho, farelo de soja e farinha de peixe, de forma a conter 30% de proteína digestível e 3.000 kcal de energia digestível/kg, sendo isocalcítica e isofosfórica. A variável testada foi a variação da freqüência de arraçoamento (4, 3, 2 e 1 alimentações diárias), sendo avaliadas as médias de peso final (PF), comprimento final (CF), ganho de peso (GP) e sobrevivência (SO). Foi observado aumento linear (P<0,05) nas médias de PF e GP dos animais, conforme aumentava a freqüência de arraçoamento. Não foi observada diferença (P<0,05) para a (SO) e (CF) entre os tratamentos. Conclui-se que a melhor freqüência de arraçoamento para o melhor desempenho de alevinos de piapara é de pelo menos quatro vezes ao dia. Introdução A piapara Leporinus elongatus apresenta uma das mais amplas distribuições geográficas encontradas na bacia do rio Paraná, em simpatia com L. obtusidens, no rio Paraguai, com Leporinus sp. no rio São Francisco, com L. reinhardti (Galetti Jr. & Foresti, 1986). Este fato aumenta a importância do conhecimento dos caracteres produtivos e biológicos de espécies deste gênero, que tem grande importância para a pesca esportiva e comercial. Além disso, o gênero Leporinus compreende espécies de grande potencial para a aqüicultura, com significativa importância para a pesca extrativa na região do Rio Paraná, atingindo porte de médio a grande, com bom valor comercial, ocorrendo em grande quantidade nos rios e reservatórios (Boscolo et al., 2005). Portanto, o conhecimento dos aspectos biológicos e produtivos das espécies que congregam este gênero, sobretudo a L. elongatus, é vital para o aproveitamento racional de seu potencial piscícola, sendo fundamental o conhecimento de seu manejo alimentar, que é de grande importância para o êxito da atividade, pois, independentemente da fase de crescimento, influencia o desempenho do animal. De acordo com Hayashi et al. (2004), a freqüência de arraçoamento (número diário de alimentações) necessária para o bom desenvolvimento do peixe varia principalmente conforme a espécie, idade, qualidade da água e temperatura. A oferta freqüente de alimento aos peixes pode aumentar o consumo, diminuindo o comportamento agressivo e reduzindo a variação de tamanho da população (Wang et al., 1998).