AVALIAÇÃO E REFORÇO SÍSMICO DE ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO E. CANSADO CARVALHO, EMA COELHO Centro de Estudos e Equipamentos de Engenharia Sísmica (C3ES) Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Lisboa, Portugal A. VIEIRA PINTO, JAVIER MOLINA, HUMBERTO VARUM Safety in Structural Mechanics Unit (SSMU), Institute for Systems, Informatics and Safety (ISIS), Joint Research Centre (JRC) of European Commission, Ispra, Italy SUMÁRIO Apresenta-se um programa experimental que incluiu o ensaio em escala real de dois pórticos de betão armado representativos da construção no sul da Europa com 40/50 anos, com necessi- dade de reabilitação sísmica. São feitas algumas considerações sobre o comportamento experi- mental das estruturas, que foram ensaiadas sem qualquer intervenção, posteriormente reparadas e novamente ensaiadas considerando diferentes técnicas de reforço sísmico. 1. INTRODUÇÃO No enquadramento do projecto Europeu ICONS – Innovative Seismic Design Concepts for New and Existing Structures, e no âmbito do seu Tópico 2, relativo à avaliação da vulnerabili- dade sísmica de estruturas e estudo de técnicas de reparação e reforço sísmico, realizaram-se no Laboratório ELSA do JRC, em Ispra, uma série de ensaios pseudo-dinâmicos em estruturas de betão armado sem resistência sísmica específica, representativas da construção no sul da Europa com 40/50 anos, e com necessidade de reabilitação sísmica. O programa experimental foi financiado pelo projecto Europeu ECOEST II - European Consortium of Earthquake Shaking Tables e incluiu o ensaio em escala real de dois pórticos de betão armado de 4 pisos e 3 vãos, um sem alvenaria e o outro com paredes de alvenaria com diferentes configurações. Numa primeira fase, os modelos foram ensaiados sem qualquer tipo de intervenção, sendo a acção sísmica representada por excitações de severidade crescente, representativas de um cená- rio de risco sísmico desenvolvido para a Europa [1] e correspondente a uma sismicidade mode- rada-elevada. Nesta fase o nível máximo de severidade das excitações foi condicionado pelo estado de danificação das estruturas, tendo-se assegurado que as estruturas seriam reparáveis.