1341 FABULAÇÕES ENTRE CORPO E NATUREZA Teresa Maria Siewerdt – USP Hugo Fortes - USP RESUMO Neste artigo a artista Teresa Siewerdt reflete acerca de um conjunto de trabalhos autorais produzidos entre 2009 e 2012, a série germes(2012), Claustro(2011), Flora doméstica(2011), Traje de Carrapicho(2011) e Vênus de Limo (2009). A reflexão sobre o tema parte da noção de fotografia performada “performed photography,” formulada por Philipe Auslander, na qual o documento fotográfico torna-se o lugar primário para o acontecimento da ação poética. Tais documentos, por sua vez, evidenciam um espaço de fabulação, na qual o corpo da artista interage com o ambiente físico ou virtual, estabelecendo com ele relações de hibridismo e extensão. Palavras - chave: Fotografia performada, fabulação, hibridismo. RESUMEN En este artículo la artista Teresa Siewerdt reflexiona sobre un conjunto de trabajos autorales producidos entre 2009 y 2012, La série “germes”(2012), “Venus de Limo”(2009), “Flora domestica”(2011), “traje de Carrapicho”(2011) y “Claustro”(2011). La reflexión sobre el tema está basada en el concepto de fotografia performada “performed photography”, formulada por Philipe Auslander, en la que el documento fotográfico se convierte en principal lugar para el acontecimiento de la acción poética.Dichos documentos a su vez, muestran un espacio de fabulaciones, donde el cuerpo de la artista interacciona con el entorno físico o virtual, estableciendo con el relaciones de hibridismo y extensión. Palabras clave: Fotografia performada, fabulación, hibridismo. As reflexões a respeito da temática do corpo e da natureza estão presentes em minha produção desde 2001, quando realizei o trabalho meu/eu/deles, uma caixa de vidro de 60x40, contendo em seu interior um pedaço de carne. A princípio o trabalho foi executado para uma exposição, mas rapidamente, a causa do processo de decomposição que se desencadeou, o trabalho voltou para casa e acabou sendo deslocado para o jardim. Tratava-se de um objeto escultórico não convencional, que ao incorporar o tempo e fazer uso da matéria viva na obra estabelecia um diálogo pungente com trabalhos da arte povera.