ANAIS do XXX Congresso Brasileiro de Espeleologia Montes Claros MG, 09-12 de julho de 2009 - Sociedade Brasileira de Espeleologia ------------------------------------------------------------------------------------ -------------------------------------------------------------------------------------- www.sbe.com.br sbe@sbe.com.br 63 LEVANTAMENTO DA HERPETOFAUNA DA GRUTA RAPOSINHA, LARANJEIRAS, SERGIPE - DADOS PRELIMINARES Anthony Santana FERREIRA - anthonyyferreira@hotmail.com Débora Moreira de OLIVEIRA Christiane Ramos DONATO Ericka Alexandra Barros de ALMEIDA Elias José da SILVA Halésio Milton Correia de BARROS NETO Sanny Santos de SOUZA Mônica Evelyn Vieira SANTANA Mário André Trindade DANTAS Centro da Terra – Grupo Espeleológico de Sergipe. Abstract The herpetological fauna found, until nowadays, at Gruta da Raposinha (10º48’79,1’’S e 37º10’44,4’’W), is consituted of anuran amphibians and serpents. From specimens of anuran amphibians visualized, Scinax x- signatus was the most abundant species, followed by Physalaemus cuvieri. The snake Epicrates assisi, Boidae family, was represented by just one specimen). It’s extremely necessary to preserve the local biota, like the cave fauna and the epigean environment, as a key action to the carstic landscape maintenance, contributing to future studies of it’s dynamics and management. Introdução O Brasil detém um dos mais valiosos e diversificados patrimônios espeleológicos do mundo. São cavernas que se destacam por sua extensão, grandiosidade, beleza ou importância científica (AULER et al., 2001). O número de estudos faunísticos em cavidades naturais aumentou recentemente no Brasil, principalmente nas cavernas do Estado de São Paulo, o que corresponde a mais conhecida fauna do Brasil (FILHO et. al., 2003) Outras regiões do país como Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia, começaram a serem melhores conhecidas durante a década de 90 (PINTO-DA-ROCHA, 1995). Esses esforços mostraram que o Brasil apresenta a fauna cavernícola mais rica da América do Sul, considerando o número de táxons, embora este conhecimento ainda não é comparável a países da América do Norte, como o México e Estados Unidos (PINTO-DA-ROCHA, 1995). Os organismos cavernícolas distribuíssem ao longo da caverna de acordo com sua relação ecológico-evolutiva com o ambiente subterrâneo. Assim, os organismos cavernícolas podem ser classificados em quatro categorias, baseadas na classificação que Ferreira (2001) adota, com uma modificação da classificação de Racovitza-Schinner em: troglóbios, troglófilos, troglóxenos e acidentais. Troglóbios representam as espécies restritas ao ambiente cavernícola apresentando algumas especializações morfológicas para a vida subterrâneas, como despigmentação, atrofia dos olhos, hipertrofia nas estruturas mecano e quimiorreceptoras, dentre outras. Os troglófilos, por sua vez, são espécies que ocorrem tanto no meio epígeo quanto no hipógeo podendo completar os seus ciclos de vida em um ou em outro ambiente. Já os troglóxenos, são as espécies encontradas regularmente no interior das cavernas para completar os seus ciclos de vida, mas não sobrevivem mantendo-se apenas em sua parte interna. E os acidentais, por fim, são os animais provenientes do meio epígeo e que adentram no interior das cavernas de uma forma acidental ou vai até ela em busca de proteção, abrigo, alimentação, dentre outras situações. Os anfíbios e répteis constituem o que chamamos de herpetofauna. Formam um grupo proeminente em quase todas as taxocenoses terrestres, A herpetofauna brasileira é uma das mais ricas do mundo com atualmente 849 espécies de anfíbios e 708 espécies de répteis conhecidos (SBH, 2009). Dentre os exemplares da fauna cavernícola os anuros são relativamente comuns, principalmente em regiões semi-áridas, por possibilitarem umidade relativa maior do que no meio externo. Também há registros de outros vertebrados utilizando cavernas como abrigo temporário, a exemplo de vários tipos de serpentes (TRAJANO & BICHUETTE, 2006). A herpetofauna em geral do estado de Sergipe é pouco conhecida, faltam levantamentos de esforço concentrado e trabalhos sobre a distribuição dessas