Comunicação apresentada ao 2º Congresso Nacional da Administração Pública: Projectos de Mudança, 3/4 Novembro de 2004, Lisboa GESTÃO DA MUDANÇA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Rodrigo Magalhães Docente Universitário e Consultor de Gestão rmmagalhaes@msn.com Fernando Vieira Consultor de Gestão e Especialista em Gestão de Recursos Humanos When we say that change should be considered as a sociological problem, we mean that it is men who change, that they do not change passively and, moreover, that they change in their collectivity and as a collectivity: not individually, but in their relations with one another and in their social organization (Crozier e Friedberg, 1980:213) 1. INTRODUÇÃO A Resolução do Conselho de Ministros nº 53/2004 sobre a operacionalização da Reforma da Administração Pública (RAP) vem suscitar um novo interesse em temáticas já bastante faladas e experimentadas no Sector Privado. Uma destas temáticas é a Gestão da Mudança. Neste artigo, pretende-se, em primeiro lugar, enfatizar a extrema importância da adopção de uma postura pró-activa e de um conjunto de medidas sistemáticas, por parte dos responsáveis da RAP, para a gestão das muitas mudanças que se avizinham. Em segundo lugar, é nossa intenção chamar a atenção para as questões chave a ter em consideração, ao desenhar um programa (ou programas) de gestão da mudança que assegurem o sucesso da RAP. Uma das premissas orientadoras deste trabalho é que a gestão da mudança não é o mesmo que um programa de reformas ou uma listagem de objectivos de mudança mas sim um processo do foro pessoal com consequências organizacionais. Por outras palavras, quem muda são as pessoas e, portanto, qualquer acção de gestão da mudança terá de ter sempre, como ponto de partida e de chegada, o factor humano. Assim sendo, a gestão da mudança constitui-se como uma actividade de acompanhamento e de apoio a qualquer decisão de mudança tomada no âmbito da RAP e com o objectivo de assegurar o sucesso da mesma.