105 Braz J vet Res anim Sci, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 105-112, 2005 Produção de massa seca e vigor de rebrota da Brachiaria brizantha cv. Marandu submetida a diferentes doses de nitrogênio e freqüências de cortes Emerson ALEXANDRINO 1 ; Domicio do NASCIMENTO JÚNIOR 1 ; Adair José REGAZZI 2 ; Paulo Roberto MOSQUIN 3 ; Fernanda Cipriano ROCHA 1 ; Daniel de Paula SOUSA 1 1- Departamento de Zootecnia (DZO) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa -MG 2- Departamento de Informática da Universidade Federal de Viçosa (UFV) , Viçosa -MG 3- Departamento de Biologia vegetal da Universidade Federal de Viçosa (UFV) , Viçosa -MG Correspondência para: EMERSON ALEXANDRINO Universidade Federal de Viçosa Departamento de Zootecnia Centro de Ciências Agrárias Avenida P. H. Rolfs s/n - Campus UFV 36570-000 - Viçosa - MG ealexandrino@bol.com.br Resumo O experimento foi disposto no delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial, visando avaliar o efeito do de nitrogênio (zero, 45, 90, 180 e 360 mg dm-3 de nitrogênio N) e de freqüências de corte (14 e 28 dias) sobre a produção da massa seca total e o vigor da rebrota da Brachiaria brizantha cv. Marandu, em vasos, em casa-de-vegetação, com três repetições por tratamento. Todas as fontes de variação (doses de nitrogênio, freqüência de corte e a interação entre eles) tiveram efeito significativo, positivo e negativo sobre a produção de massa seca total, respectivamente, para as doses de N e freqüência de corte. No estudo do vigor de rebrota (produção corte-1), a interação dos cortes e as doses de nitrogênio não foram significativas (P>0,1) pelo teste de Wilks. O efeito das doses de nitrogênio dentro de cada corte, tanto para desfolhações freqüentes, como para desfolhações menos freqüentes, proporcionou incremento no vigor de rebrota, com o aumento do suprimento de N (P<0,01). Palavras-chave: Freqüência de corte. Nitrogênio. Vigor de rebrota. Introdução A desfolhação é um dos fatores de manejo que afetam diretamente a sustentabilidade das pastagens. Desde o início deste século, as pastagens vem sendo exploradas por sistemas extrativistas e rudimentares e, portanto, de forma descontrolada, comprometendo a produtividade e o vigor de rebrota das forrageiras e, com isso, a persistência das pastagens. Ocasionada por corte e, ou, pastejo, a desfolhação altera todo o metabolismo das plantas forrageiras, provocando perdas de área foliar fotossinteticamente ativa, interferindo na relação fonte/dreno, comprometendo o crescimento e a respiração das raízes, bem como a absorção de nutrientes, o que se torna mais severo com o aumento da intensidade e freqüência de desfolhação. A produtividade das plantas forrageiras é estimulada com a adubação nitrogenada e, por isso, tem sido motivo de estudo em vários trabalhos 1 . A resposta das forrageiras tropicais à adubação nitrogenada depende do nível utilizado e, entre outros, da espécie forrageira. Segundo Alvin et al. 2 , o suprimento de nitrogênio (N) pode proporcionar maior freqüência de cortes e, ou, pastejo, por acelerar a capacidade de rebrota das plantas desfolhadas. Sanzonowicz 3 também destacou que o N tem efeito preventivo na degradação das plantas forrageiras, pois facilita a manutenção da Recebido para publicação: 16/06/2003 Aprovado para publicação: 15/03/2005